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CENTRO CULTURAL DE
CAPOEIRA GUNGANAGÔ
HISTÓRICO DA CAPOEIRA
ARMA DE LIBERTAÇÃO
Idos de 1600, mais ou menos época
áurea dos grandes descobrimentos, da revolução comercial, em que o lema era:
"mercadoria-dinheiro-mercadoria", onde, os negros eram uma dessas valiosas
mercadorias. Eram tirados de seu hábitat natural, colocados em porões apertados
de navios imundos e levados para os novos horizontes "recém-descobertos", pelas
grandes potências européias da época.
Os sobreviventes que conseguiam
chegam ao seu destino, eram divididos em grupos de dialetos diversos para
dificultar-lhes a comunicação e eventual organização para que não houvesse
assim nenhum risco de rebelião.
Sem acesso a qualquer tipo de armas
e totalmente vigiados, ficava dificil para os escravos reagirem contra esta
situação, porem nunca deixaram de lutar, reagindo de diversas formas; desde a
criação de irmandades para compra de alforrias, até o assassinato do seu
opressor imediato, pois ao contrário do que muitos pensam os negros nunca
aceitaram passivamente a escravidão, onde só lhes faltavam condições próprias
para a luta organizada.
Quando conseguiam fugir, os negros
se embranhavam nas matas , montando acampamentos, que aos poucos iam se
organizando até formarem os chamados quilombos.
Sendo a maioria dos escravos
africanos, guerreiros capturados por tribos rivais e vendidos ou trocados por
mercadorias com os portugueses, tinham estes um vasto conhecimento em lutas
corporais, que somaram aos conhecimentos dos índios, também guerreiros e
fugitivos, criando assim na sociedade quilombola uma luta capaz de enfrentar as
milícias organizadas pela corte e pelos senhores de engenho, para a captura de
todos os fugitivos.
Nas cidades, a estratégia dos negros
urbanos fugidos, era de atocaiar as tropas que os perseguiam, em uma clareira
feita para o treinamento das lutas, um mato cortado que chamavam de capoeira;
quando os feitores, depois de derrotados retornavam sem a mercadoria, os
senhores perguntavam: Onde estão meus escravos? E eles respondiam: Nos pegaram
na capoeira;
Com o passar dos tempos à própria
sociedade associou este nome à luta.
Vários estudos, como o do etnólogo e
pesquisador Waldeloir Rego, afirmam que a Capoeira tenha se desenvolvido no
meio urbano e em grandes centros, principalmente no litoral de onde se propagou
entre as cidades.
Hoje é conhecida e praticada em todo
mundo e apesar das modificações que o tempo trás e adequa a toda e qualquer
arte centenária, ela sobrevive e certamente se perpetuará como uma arte de
sobrevivência e de resistência à opressão, que ajudou a escrever a história da
Nação Brasileira.
Para contatar o Mestre Kadu:
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