Translate textParaty, 09 de Julho de 2007.
O dia começou com uma linda alvorada de fogos ao som de berimbaus e da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel. O sol ainda nem tinha saído e o coro já estava comendo no Quilombo Independência do Campinho, em Paraty. Tudo isso para receber a chama olímpica do PAN 2007 do Rio, que, carregada pelo atleta Olímpico Robson Caetano, chegaria dentro de duas horas ao Quilombo.
E a capoeira estava lá, representada pela presença de mais de 30 mestres e alunos, além dos presidentes da Confederação Brasileira de Capoeira e das Federações de Capoeira de diversos estados do Brasil. Apos um Café da Roça, preparado e servido pelos anfitriões, os moradores do primeiro Quilombo do Brasil a ser legalizado, a vadiação começou. E a capoeira se juntava à bateria da Mocidade, numa roda inimaginável.

O Mestre Antonio Afonso ensina ao Ministro Orlando Silva, dos Esportes a mandinga do berimbau.
A tocha chegou às 8:30 em ponto e a emoção tomou conta de todos, inclusive dos dois Ministros de Estado e dois Secretários Estaduais presentes, atores e atrizes, lideres dos movimentos pela igualdade racial e dos moradores do Quilombo da Independência. E a capoeira fazendo bonito o tempo todo, sem parar a roda. Foi emocionante.
Após a passagem da tocha, que foi conduzida dentro do Quilombo por representantes dos moradores locais, a festa parecia não acabar mais, com o som da Sandra de Sá e do Toni Garrido, da bateria da Mocidade e muito, muito Maculelê e capoeira. Tudo isso com a presença de mais de 50 repórteres e cinegrafistas da mídia de todo o Brasil.

A primeira Roda do dia, em frente à igreja do Quilombo.

A capoeira frente às lentes da imprensa.

A atriz da Globo Maria Ceiça puxa o Mestre Arerê para o samba de roda, reforçado pelo agogô da Mocidade, à direita.

A Chama Olímpica, nas mãos do Robson Caetano, abre caminho entre a imprensa e a capoeira

A Tocha Olímpica, acesa no Quilombo, ao som de berimbaus e dos atabaques da capoeira.

A Roda e a vadiação pareciam não ter fim.