A arte dos guetos
Teatro, dança, música, capoeira, oficinas diversas. Com essas e outras atividades, comunidades de Alto do Cabrito, Paripe, São Bartolomeu e adjacências trabalham e resgatam a auto-estima de jovens com idades entre 10 e 20 anos, através do Movimento de Cultura Popular do Subúrbio. A intenção é fortalecer e estruturar os grupos culturais no Subúrbio Ferroviário de Salvador, conscientizando-os de suas potencialidades e utilizando-as a favor de suas respectivas comunidades.
Para isso, o Movimento de Cultura Popular do Subúrbio realiza o projeto Sociedade Quilombola do Século XXI. O seminário que acontece nos dias 28 e 29 de março, a partir das 8h da manhã, no Centro Cultural Plataforma conta com a parceria da Coordenadoria Ecumênica de Serviços – CESE, apoio da PETROBRAS e do Centro Cultural Plataforma. O intuito é organizar as questões levantadas pelo seminário, focalizando um resultado efetivamente democrático e de pleno respeito aos Direitos Humanos.
Entre os presentes, o pesquisador da Organização de Direitos Humanos Justiça Global, Rafael Mendonça Dias e o promotor de justiça da 2ª Promotoria de Justiça da Cidadania e coordenador do Grupo de Atuação Especial do Combate à Discriminação – GEDIS, Almiro Sena Soares Filho. Semanalmente debates, apresentações artísticas, oficinas culturais e manifestações públicas acontecem nas comunidades. Os trabalhos realizados logo ganharam reconhecimento de dirigentes de escolas locais que sempre convidam os grupos a promoverem oficinas e conferências.
O projeto Sociedade Quilombola do Século XXI recebeu esse nome depois de se concluir que os primeiros povoados da região eram, na realidade, quilombos: Quilombo de Bate Coração, em Paripe, Quilombo do Urubu, Parque São Bartolomeu. Por essa herança múltipla e marcante convencionou-se a denominação.
Celebração
Acontecem ainda no dia 27 de março, em comemoração ao Dia Internacional do Teatro e Nacional do Circo, apresentações e oficinas variadas no Centro Cultural Plataforma. Essas atividades, que também têm como pano de fundo a busca da cidadania e a ênfase dos valores culturais, funcionaram como fator determinante na reabertura do espaço, que permaneceu fechado mais de uma década e retomou os trabalhos em junho último.
As parcerias são de peso, mas não é tudo no Movimento de Cultura Popular. É preciso o engajamento da sociedade: das comunidades do entorno e outros bairros. Afinal, educação, cultura e cidadania são temas sempre presentes e dizem respeito a todos nós. Participe!
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“Diversidade cultural patrimônio comum da humanidade, educação pela comunicação para democratizar as oportunidades, a estrada é muito longa cheia de sinais, mais nunca apague o farol dos seus idéias”
Dj Branco.