| Term | Definition |
|---|---|
| Ca ô cabiesi |
Corruptela de Ka wo ká biyè sì, expressão com que os povos nagôs saúdam Xangô, deus do fogo e do trovão e que, segundo Johnson, foi o quarto rei lendário de Oyó, capital dos povos iorubás. |
| Cabaça |
s. f. (Cucurbita lagenaria, Linneu) É uma planta rampante. De uso múltiplo e secular entre os utensílios domésticos, herdados da indiaria. Usa-se na construção do berimbau: numa de suas extremidades, amarra-se uma cabaça, e esta, quanto mais seca estiver, melhor. Faz-se na cabaça uma abertura na parte que se liga com o caule e, na parte inferior, dois furinhos por onde passará o cordão que vai ligá-la ao arco de madeira e ao fio de aço. |
| Cabecêro |
s. m. Corruptela de cabeceiro, derivado de cabeça, do latim capitiu. Cabeceiro designa o capoeira que usa, com freqüência, golpes com a cabeça. |
| Cabôco |
s. m. Corruptela de caboclo, de origem ainda controversa. Significa o nascido de pai indígena e mãe africana e, de um modo geral, designa o indígena do Brasil e da América. |
| Cabra |
Além de ser designativo de um animal, é também o do mulato escuro e do indivíduo agressivo e de mau caráter. Esse tipo de gente sempre inquietou a segurança pública. |
| Cabula |
s. m. Nome de um bairro de Salvador. Termo de origem ainda desconhecida. Esse bairro foi refúgio de negros africanos e até hoje está lá a marca de suas presenças, com os inúmeros candomblés, sobretudo os de nação Angola, que possuem um toque chamado cabula, daí a provável origem do nome do bairro. |
| Caçador |
s. m. tombo que o capoeira dá, arrastando-se no chão sobre as mãos e um dos pés e estendendo a outra perna direita de encontro aos pés do adversário. |
| Calunga |
s. f. 1. Divindade secundária do culto banto. Deusa do mar e também dos cemitérios (Angola); 2. O fetiche dessa divindade; 3. Boneca levada na procissão dos Maracatu. |
| Camará |
s. m. Corruptela de camarada, do espanhol, "grupo de soldados que duermen y comen juntos" e este do latim vulgar cammara. No linguajar da capoeira, aparece com a acepção pura e simples de companheiro. |
| Camboatá |
s. m. Designa uma qualidade de peixe pequeno, que vive em água doce. Teodoro Sampaio deriva de caabo-oatá, o que anda pelo mato. Não obstante ser popular a forma camboatá, há as alterações cambotá, camuatá e tamoatá. |
| Camunjerê |
Termo desconhecido na sua origem e na sua acepção. |
| Candomblé |
s. m. Termo de origem ainda desconhecida. Designa a religião que os africanos trouxeram para o Brasil. Sua maior área de expansão é na Bahia e é designação mais específica da religião dos povos nagôs. Existiu no Brasil uma dança chamada candombe, muito comum nos países da região do Prata. Como quase todos os folguedos dos negros, essa dança esteve sempre na mira policial. Os candombes eram feitos em casa, em recinto fechado, não obstante saírem às ruas nos dias propícios. Era um folguedo profano, com interligações religiosas com o candomblé, como é o afoxé. |
| Cão |
s. m. Do latim canes. Em geral, aparece nas cantigas de capoeira com a acepção de demônio. |
| Capadócio |
s. m. 1. De, pertencente ou relativo à Capadócia (Ásia Menor). 2. Que tem maneiras acanalhadas. 3. Impostor, trapaceiro, parlapatão. Era como alguns cronistas se referiam aos capoeiras, até começos do século XX. |
| Capitão-do-mato |
s. m. Bras. Indivíduo que se dedicava à captura dos escravos fugidos. "Capitães-do-mato, assim se chamavam os caçadores de negros, aos quais a lei em regulamentos especiais concedia poderes discricionários contra aquelas miseráveis criaturas que fugiam ao jugo da escravidão." (João Ribeiro, História do Brasil.) |
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