| Term | Definition |
|---|---|
| Chibata |
s. f. 1. Vara delgada para fustigar; junco. 2. P. ext., chicote: cordel entrançado ou correia de couro, ligada ou não a um cabo de madeira, ordinariamente para castigar animais (ou escravos...) 3. Bras. Capoeira: Golpe traumatizante em que o capoeira, aproveitando-se de eventual posição abaixada do parceiro de jogo, apóia-se no chão com uma das mãos (como se fosse para um "pião-de-mão") e projeta todo o corpo por cima dos ombros; uma das pernas estará flexionada, e fará o apoio com a planta do pé no chão, quando o giro se completar; a outra, esticada, descerá qual chibatada sobre o corpo do oponente: ele, lá, que se cuide! Obs.: O texto correspondente no Novo Dicionário Aurélio, referente ao significado do termo chibata na Capoeira, é-nos, quase incompreensível; mestre Aurélio descreve talvez uma seqüência em que o capoeira tenta aplicar uma rasteira (em pé), erra o alvo, gira e se lança na chibata... |
| Cocorocô |
Voz onomatopaica emitida pelos galos. |
| Crocodilagem |
Descreve um ato de traição do qual uma atitude surpresa foi aplicada num momento inesperado de forma ilegítima a situação no momento. |
| Dança da malandragem |
s. f. Outra das denominações da capoeira, esta colhida de Mestre Maneca Brandão, grande mestre da região de Itabuna. |
| Dendê |
s. m. Planta da família das palmáceas (Elaesis guineensis, Linneu). Foi trazido para o Brasil pelos negros africanos, sem contudo se poder precisar a data exata. O fruto é o fetiche do orixá Ifá nos candomblés da Bahia, desvendando o futuro. O azeite é indispensável na culinária afro-brasileira. Dendê é pitéu, gostosidade, ou coisa boa, apreciável. |
| Dobrão |
s. m. Moeda grande, antiga, de 40 réis, que os capoeiristas usavam para tocar o berimbau. O nome aplicou-se, por extensão, aos seixos arredondados ou às arruelas usados para o mesmo fim. |
| Encher |
(gíria antiga, transcrita em 1886 por Plácido de Abreu) v. Dar bordoada. |
| Faca-de-ponta |
s. f. Instrumento perfuro-cortante, "arma branca" que portavam alguns capoeiristas nos embates de rua. Designa também um golpe, a cotovelada. |
| Frevo |
s. m. Dança de rua e de salão, é a grande alucinação do carnaval pernambucano. O passo, que é a movimentação do frevo, é filho da capoeira; como nos conta Edison Carneiro (Cadernos de Folclore, 1971), "a hora final chegou para as maltas do Recife mais ou menos em 1912, coincidindo com o nascimento do frevo, legado da capoeira (melhor diria 'o passo', que é a dança; o frevo é a música que o acompanha). As bandas rivais do Quarto (4o. Batalhão) e da Espanha (Guarda Nacional) desfilavam no carnaval pernambucano protegidas pela agilidade, pela valentia, pelos cacetes e pelas facas dos façanhudos capoeiras que aos saracoteios desafiavam os inimigos: 'Cresceu, caiu, partiu, morreu!' A polícia foi acabando paulatinamente com os moleques de banda de música e com seus líderes, Nicolau do Poço, João de Totó, Jovino dos Coelhos, até neutralizar o maior deles, Nascimento Grande". |
| Gaiamun ou Guaiamun |
s. m. Espécie de crustáceo da mesma família dos caranguejos (Cardisona guanhumi, Lattreille). Era a denominação de uma das gangues de capoeiras, conhecidas por "maltas", que infernizavam a vida do Rio de Janeiro no final do século XIX e começo do XX. |
| Gamelêra |
s. f. Coruptela de gameleira, árvore da família das moráceas, pertencente ao gênero ficus. Árvore de grande porte, utilizada para fabricação de canoas, vasos e gamelas. |
| Gangambá |
s. m. Corruptela de mangangá, que deriva de mamangaba ou mamangava. 1. Designa as espécies de insetos himenópteros da família dos bombídeos, que representam as grandes abelhas sociais. Constroem ninho no solo entre touceiras de capim |
| Gangazumba |
"Grande Chefe", líder negro, chegou ao quilombo de Palmares no tempo da invasão holandesa. Era um africano alto e musculoso. Tinha, provavelmente, temperamento suave e habilidades artísticas - como têm, em geral, os nativos de Allada, nação fundada pelo povo ewe, na Costa dos Escravos. Em 1670, Gangazumba reinava sobre todos os povoados que constituíam Palmares. Juntos, cobriam mais de seis mil quilômetros quadrados: Macaco, na Serra da Barriga (oito mil moradores); Amaro, perto de Serinhaém (cinco mil moradores); Subupira, nas fraldas da Serra da Juçara; Osenga, próximo do Macaco; aquele que mais tarde se chamou Zumbi, nas cercanias de Porto Calvo; Aqualtene, idem; Acotirene, ao norte de Zumbi (parece ter havido dois Acotirenes); Tabocas; Dambrabanga; Andalaquituche, na Serra do Cafuxi; Alto Magano e Curiva, perto da atual cidade pernambucana de Garanhuns; Gongoro; Cucaú; Pedro Caçapava; Guiloange; Una; Catingas; Engana-Colomim... quase trinta mil viventes, no total. Sob o comando de Gangazumba, as aldeias palmarinas haviam se transformado num Estado, com exército, Conselho geral das lideranças, ministros (fâmulos), etc. Gangazumba tratava os ministros de filhos, o ministro da guerra de irmão, os chefes de aldeias (ou mocambos) de sobrinhos, os funcionários e oficiais do exército de netos; as mulheres idosas eram mães. |
| Gereba |
Nome próprio. Laudelino Freire e Figueiredo trazem-no com a acepção de indivíduo desajeitado e gingão. Na cantiga, segundo Waldeloir Rego, aparece como apelido de tipos populares. "Quando garoto, conheci um desses tipos com o apelido de Gereba, que a meninada sempre importunava, gritando: Gereba!... Quebra Gereba!... |
| Gunga |
s. m. Palavra de origem bunda, designa o berimbau, instrumento musical usado na capoeira. |
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