| Mulheres Guerreiras Capoeiras
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| Escrito por Maira Hora |
domingo, 23 outubro 2005
A escravidão migra do campo para as cidades e os escravos e escravas de ganho tornam-se essênciais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Minas Gerais; estes escravos deviam gerar renda para seu próprio sustento e os que ainda não eram libertos, além disto deveriam levar parte do ganho aos seus senhores. Estes eram denominados pelos brancos como "boçais" quando não dominavam a língua portuguesa e "ladinos" aos que aqui nasciam ou chegavam após a proibição do tráfico em 1850. O comércio por eles promovido era o mais diversificado possível, de alimentos à utensílios domésticos. Entre os negros e negras de ganho havia uma certa hierarquia a ser respeitada de acordo com o ganho e a etnia Malé, Ijexá, Cabinda, Nagô, Bantu... As mulheres escravas e forras que se dedicavam ao comércio muitas vezes eram consideradas inadequadas e imorais por se defenderem publicamente de agressões à elas causadas por fiscais da Coroa Portuguesa. Elas procuravam defender seus filhos e mercadorias do abuso português. Vamos falar um pouco destas guerreiras, Aqualtune, Dandara, Eva Maria do Bonsucesso, Teresa de Benguela, Luísa Mahin e outras. |
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