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Capoeira/Notícias - Atualidades
Author:Carlos Lustosa Filho
Dentinho, que mora na Vila Irmã Dulce e tem 11 anos, já conquistou inúmeros títulos brasieiros de capoeira. "Apanha a laranja, menino Apanha a laranja do chão Defenda o seu reino sozinho com a força do seu coração" A cantiga das rodas de capoeira incentiva um garoto a lutar por seus objetivos. É exatamente isso que faz o jovem Antônio Daniel Avelino Bittencourt, de 11 anos, morador da Vila Palitolândia, conjunto da Vila Irmã Dulce, zona Sul de Teresina. Batizado nas rodas como "Dentinho" desde que quebrou um dos incisos quando começou a treinar, o garoto já conquistou diversos campeonatos pelo Brasil e só foi impedido de mostrar sua habilide no Chile, por causa do terremoto que destruiu o país. Em 2003, quando tinha apenas cinco anos, Dentinho deu suas primeiras meia-luas em um grupo na escola onde estudava e a partir de então não parou mais. Incentivado pelo pai, o motorista Alderico da Silva, o garoto foi crescendo e mostrando ginga e malemolência na arte do lendário Mestre Bimba. Aos oito anos, já no Raízes do Brasil, ele começou a participar de campeonatos do grupo que testam a habilidade, destreza, técnica e perspicácia dos jogadores. Até o momento, o garoto esteve em 15 competições, ganhou 13, e ficou em 2º em uma e em 3º na outra. "Isso só aconteceu porque eu não pude acompanhar ele, porque estava trabalhando", garante Alderico. Isso bem pode ser verdade, já que o pai do jovem capoeirista também é seu maior incentivador. Para conseguir que o filho fosse a competições nos estados vizinhos do Ceará, Maranhão, no interior do Piauí e até em Brasília, Alderico precisou arrumar patrocínio e inventou uma estratégia: "Eu gravo videos dele em todos os campeonatos onde ele vai então montei um DVD que eu mostrava pra os empresários". A ideia deu certo e atraiu benfeitores como o proprietário da empresa Só Ferro, Pedro Mota, que posa orgulhoso na foto abaixo ao lado de seu atleta. Gunga Mesmo sendo tão jovem, Dentinho sabe que a capoeira está em seu plano de vida. "Meu sonho é ser mestre", diz, e parece estar mesmo indo pelo caminho certo. Ele é bicampeão dos Encontro das Américas de Capoeira (2008-2009). Aliás, no ano passado em Brasília, seu mestre Tucano, o inscreveu em três categorias neste campeonato: iniciante, intermediário (um nível acima do seu) e solo (competida com capoeiristas de todas as idades). O garoto foi vencedor nas duas primeiras e vice ao exibir seu jogo ao lado dos grandalhões. O desempenho chamou a atenção do Mestre Chocolate, que representa o grupo Raízes na Venezuela e o apresentou ao mestre Moicano, do grupo Nagô, do Chile. Este convidou Dentinho para participar de seu evento na terra de Neruda, que teve de ser adiado por conta do terremoto que atingiu o país. "Já estávamos até com o passaporte comprado. Agora vamos ter que esperar que as coisas melhorem por lá", descreve Alderico, pai de Dentinho. Atualmente o garoto está na 8ª de 11 cordas da categoria infantil e deve fazer o mesmo percurso entre os adultos quando completer os 13 anos para começar sua batalha até chegar a mestre. Enquanto isso, ele continua treinando duro para realizar o sonho de colocar seu nome ao lado de grandes da Capoeira Regional como Mestre Bimba, Itapoan, Acordeon e Suassuna. Se ele continuar seguindo as palavras de humildade do grande Mestre Pastinha "Na roda da capoeira, grande pequeno, sou eu", certamente estará na trilha correta. Carlos Lustosa Filho redacao@cidadeverde.com http://www.cidadeverde.com/
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Capoeira/Publicações e Artigos
Author:Angela Schreiber - Comunidade News
Em “The Berimbau: Soul of Brazilian Music”, Eric Galm explora a fundo a cultura e música brasileiras.
Uma obra que introduz o berimbau como muito mais do que o símbolo da capoeira. É o livro “The Berimbau: Soul of Brazilian Music”, de autoria do americano Eric Galm. Nas páginas, o professor conta a relação do instrumento baiano com vários ritmos brasileiros, incluído a bossa nova. A publicação é da editora University Press of Mississipi e foi escrita em inglês. Nela, Galm conta como o berimbau ganhou destaque como símbolo nacional e explora a fundo a história do instrumento de origem africana. Falando português com sotaque e muita simpatia, o professor explicou que quer mostrar o berimbau como integrante da cultura nacional brasileira. “Através da bossa nova, MPB, música erudita e artes visuais”, disse ele, complementando que o berimbau está mais global. “É um símbolo no exterior, que está mantendo a identidade brasileira”. Além de retratar o berimbau como este símbolo, a obra expõe o instrumento como herança africana no Brasil inteiro. “Não somente a capoeira”. Os livros para crianças, esculturas e jornais, segundo o professor, também ajudam a mostrar esta herança. O interesse em escrever sobre o berimbau nasceu em casa. Na década de 70, Eric morou no Brasil por conta do trabalho do pai, o qual foi lecionar percussão de técnica erudita. “Cresci conhecendo o berimbau e a batucada”. Os conhecimentos foram aprofundados na escola, em 1977, e também através do trabalho do pai, que leciona na Universidade do Colorado. Na instituição, criou um programa de percussão e musicologia. O livro promete surpreender aos músicos e ao público em geral. Mas as boas reações já começaram no ano de 2000, durante a pesquisa de campo, quando o trabalho foi mostrado para um musicólogo de uma universidade brasileira. “Ele ficou surpreso. Naquele momento apoiou muito meu trabalho”. Eric credita grande importância para o músico Naná Vasconcellos. “Foi ele quem trouxe o berimbau para a área do jazz global”. Segundo o professor, Vasconcellos influenciou também o percussionista argentino Ramiro Musotto, um dos entrevistados de Eric. Apaixonado pelo berimbau, Musotto mudou para a Bahia, onde faleceu aos 45 anos, vítima de câncer no pâncreas. Música que enche corações
Americano de alma brasileira, Galm está realizado com a publicação. “Me sinto ótimo. É uma coisa muito forte para mim.”. O livro ajudará os próprios alunos dele, muitos dos quais não conhecem nada do Brasil e da música brasileira. “Mas através do aprendizado do ritmo de percussão brasileira e as músicas, estão aprendendo o ritmo da cultura brasileira, tocando o ritmo da vida da cultura brasileira”. Professor Assistente de Música e Etnomusicologia do Trinity College em Hartford, Connecticut, Galm foi convidado para dar uma palestra na Universidade Federal do Rio de Janeiro, para a série “Música em Debate”. Segundo o professor, a percussão nas universidades brasileiras é mostrada somente dentro do contexto do folclore. “Acho que uma parte do meu trabalho, que é muito forte, é o uso da percussão brasileira como referência ao valor das comunidades que criaram estas músicas e ritmos”. Eric enfatizou que todas coisas que ensina e gosta estão fazendo a diferença na vida dos alunos. “Está abrindo os olhos e os corações deles para pensar sobre o sentido da letra de uma música”. Como exemplo, citou a famosa “Carinhoso”, do saudoso Pixinguinha. O professor aproveitou para falar sobre a poesia que vem das favelas, contando as histórias da vida. “Acho que dá muito mais crédito para o próprio povo brasileiro, do que aquilo que sai na imprensa”. Ainda não houve lançamento oficial do livro, mas ele já está disponível no site amazon.com.
Por: Angela Schreiber - Comunidade News - http://www.comunidadenews.com
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Capoeira/Notícias - Atualidades
Author:Luciano Milani
Ministério da Cultura - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Departamento do Patrimônio Imaterial
Edital de Concurso nº 01/2010 – APOIO À FORMULAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA NACIONAL DE SALVAGUARDA E INCENTIVO À CAPOEIRA - PRÓ-CAPOEIRA
O INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL – IPHAN, Autarquia Federal, vinculada ao Ministério da Cultura, criado pelas Leis nº 8.029 e 8.113, respectivamente, de 12 de abril e 12 de dezembro, ambas de 1990, inscrito no CNPJ/MF nº 26.474.056/0001-71, sediado no Setor Bancário Norte, Quadra 02, Bl. H, Edifício Central Brasília, 1º andar, Brasília – DF, CEP: 70.040-904, e em atendimento à Portaria nº 48, de 22 de julho de 2009, do Ministério da Cultura, torna pública a abertura e a realização do concurso de Projetos nº 001/2010, com fundamento no Decreto Federal nº 3.100/99, observadas as normas gerais da Lei Federal nº 8.666/93, da Lei nº 4.320/64 e da Lei Complementar nº 101/00, a fim de selecionar Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, como tal qualificada em conformidade com a Lei nº 9.790/99, para celebrar TERMO DE PARCERIA, objetivando a elaboração e execução de projeto técnico direcionado ao apoio à implementação do Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira (Pró-capoeira), observadas as condições estabelecidas neste Edital e todos os seus anexos. Para tanto, estará recebendo as propostas no endereço acima mencionado, a partir de 22 de fevereiro de 2010, até o dia da abertura do certame, a qual dar-se-á na data de 08 de abril de 2010, às 10:00 horas, horário oficial de Brasília. Os autos do presente Processo Administrativo encontram=se à disposição dos interessados para vistas.
1. DO OBJETO
1.1. O presente Concurso tem por objeto a seleção de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP para a elaboração e execução de projeto técnico – estruturado na forma de um Programa de Trabalho – com vistas a apoiar a Fase I das atividades de formulação e implantação do Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira (Pró-Capoeira), conforme especificações constantes neste Edital e seus Anexos.
1.2. A Fase I da formulação e a implantação do Pró-Capoeira compreende a realização dos seguintes serviços:
a) Análise e sistematização dos dados existentes sobre grupos e praticantes de capoeira nos arquivos do Prêmio Capoeira Viva e do Programa Cultura Viva, bem como os resultantes do mapeamento preliminar realizado pelo Iphan com vistas a subsidiar a definição dos participantes e a organização dos encontros regionais.
b) Mobilização e contratação de consultores especializados em capoeira para apoio ao Grupo de Trabalho criado pela Portaria n° 48/MinC, de 22 de julho de 2009.
c) Produção de material para divulgação dos Encontros Regionais e distribuição junto ao campo da capoeira e aos meios de comunicação.
d) Organização, divulgação e realização de 03 (três) encontros regionais
e) Elaboração e alimentação da página WEB do Pró-Capoeira
f) Elaboração do sistema informatizado para implantação do Cadastro Nacional da Capoeira (CNC).
1.3. A entidade de direito privado, sem fins lucrativos, qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – Oscip, deverá ter área de atuação compatível com a formulação e/ou implantação de políticas públicas.
1.4. Integram o presente Edital os seguintes Anexos:
Anexo I: Termo de Referência
Anexo II: Modelo de Planilha de Custos
Anexo III: Cronograma de Desembolso
Anexo IV: Fatores de Pontuação
Anexo V: Minuta de Termo de Parceria
2. DA HABILITAÇÃO
2.1. Poderão habilitar-se para a participação no presente Concurso nº 01/2010 entidades de direito privado, sem fins lucrativos, qualificadas como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, devidamente registradas no Ministério da Justiça, devendo a sua área de atuação ser compatível com o objeto do presente Edital de Concurso.
2.2. O proponente deverá apresentar a seguinte documentação:
a) Habilitação jurídica:
- Estatuto social devidamente registrado, bem como das respectivas alterações, caso existam, acompanhado da ata de eleição da sua atual diretoria;
- Certidão positiva de regularidade, em vigor da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça de qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, nos termos da Lei Federal nº 9.790/99.
b) Regularidade fiscal:
- Prova de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ);
- Prova de inscrição no Cadastro de Contribuinte Estadual ou Municipal, se houver, relativa ao domicílio ou sede da candidata, relativo ao seu ramo de atividade;
- Prova de regularidade para com a Fazenda Federal (Certidão de Quitação de Tributos e Contribuições Federais e Certidão quanto à Dívida Ativa da União);
- CND – Certidão Negativa de Débito, emitida pelo INSS;
- Certificado de Regularidade para com o FGTS, ou
- Comprovação de regularidade no SICAF.
c) Qualificação econômico–financeira:
- Balanço Patrimonial e demonstração de resultados do último exercício, que comprovem a boa situação financeira da instituição, sendo vedada a substituição por balancetes ou balanços provisórios.
d) Outras exigências:
- Em caso de isenção ou não incidência de tributos, a candidata deverá apresentar documentos comprobatórios do direito;
- Declaração da candidata de que não possui em seu quadro de pessoal empregado(s) menor(es) de 18 anos em trabalho noturno, perigoso ou insalubre, e menor(es) de 16 anos em qualquer atividade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, nos termos do inciso XXXIII do art. 7º da Constituição Federal;
- Declaração firmada por seu representante legal, sob as penas da lei, de que não se encontra em mora com a prestação de contas de recursos recebidos de outras esferas de governo e de que não foi declarada inidônea pela Administração Pública ou punida com suspensão do direito de firmar parcerias ou outros ajustes com o Governo Federal;
- Documento firmado pelo representante legal da OSCIP, indicando, quando for o caso, o representante responsável pela boa administração dos recursos recebidos, cujo nome constará do extrato do Termo de Parceria a ser publicado no Diário Oficial da União;
- Cópia autenticada da Carteira de Identidade do CPF do responsável legal da OSCIP, apto a representá-la judicial e extrajudicialmente, bem como do responsável indicado pela boa administração dos recursos recebidos;
- Certidões cíveis e criminais, dos cartórios de distribuição da Justiça Federal e Estadual, e dos Cartórios de Protestos da comarca onde reside o responsável legal da OSCIP, em seu nome, constando seu CPF e Identidade;
- Declaração, para fins de prova no IPHAN, para efeitos e sob as penas da Lei, que inexistem débitos em mora ou situação de inadimplência com o Tesouro Nacional ou com qualquer órgão ou entidade da Administração Pública Federal que impeçam a transferência de recursos oriundos de dotações consignadas nos orçamentos da União, na forma do Termo de Referência;
- Declaração, em papel timbrado, de que mobilizará profissionais com experiência comprovada e compatível com os serviços/produtos a serem realizados em conformidade com o Termo de Referência (Anexo I deste Edital), e de que integrará seu quadro de colaboradores e a equipe técnica responsável pelo objeto do presente concurso com profissionais com formação nas áreas discriminadas no Termo de Referência, e com experiência profissional de no mínimo 02 (dois) anos;
- Declaração do proponente, em papel timbrado, de que, nos termos do art. 111 da Lei nº 8.666/93, cede à Administração (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/IPHAN) os direitos sobre toda criação que se fizer necessária à consecução do objeto do presente Edital;
- Apresentar o histórico de seus trabalhos anteriores, acompanhados do Atestado de Capacidade Técnica expedidos por pessoa jurídica de direito público ou privado, comprovando experiência compatível com as ações a serem desenvolvidas;
- Todos os documentos expedidos pela OSIP deverão estar subscritos por seu representante legal ou procurador, com identificação clara do subscritor. Caso os documentos estejam assinados pelo procurador, deverá ser juntada cópia da procuração.
2.3. Os documentos indicados no subitem 2.2 deverão ser apresentados no período e no local estabelecidos no preâmbulo do presente Edital, em envelope próprio, não transparente, indevassável, lacrado e contendo em sua face externa frontal o seguinte título:
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSITCO NACIONAL
À COMISSÃO ESPECIAL DE SELEÇÃO
CONCURSO Nº 01/2010
NOME POR EXTENSO DA INSTITUIÇÃO PARTICIPANTE
ENVELOPE “HABILITAÇÃO”
2.4. Será vedada a participação no presente Concurso de entidades que se enquadrem em uma ou mais das situações abaixo discriminadas:
2.4.1. Entidades que não sejam qualificadas legalmente como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP.
2.4.2. Estejam respondendo a denúncia ou sofrido penalidades impostas por qualquer Órgão e/ou Instituição da Administração Pública Federal, Estadual e Municipal.
2.4.3. Entidades que estejam sob processo de qualificação junto ao Ministério da Justiça.
2.4.4. Entidades que estejam inadimplentes junto ao Poder Público Federal, Estadual e Municipal.
2.4.5 Entidades que tenham sido declaradas inidôneas pela Administração Pública.
2.5. Os documentos de HABILITAÇÃO deverão ser apresentados individualmente, observando a ordem de solicitação, visando a agilizar a conferência pela Comissão Especial de Seleção.
2.6. No local, dia e hora fixados no preâmbulo do presente Edital, a Comissão Especial de Seleção procederá à abertura e apreciação dos envelopes de “HABILITAÇÃO”.
2.6.1. Serão considerados inabilitados os proponentes cujos documentos não atendam aos requisitos constantes do presente Edital, ou cujo conteúdo não preencha as condições estabelecidas, ou com validade expirada, ou que não sanearem eventuais falhas no prazo concedido pela Comissão Julgadora.
2.6.2. Será devolvido aos proponentes inabilitados o envelope “PROPOSTA” lacrado.
3. DA PROPOSTA
3.1. A proposta técnica a ser apresentada pelo proponente corresponde ao Projeto Técnico e a respectiva execução, acompanhados da Planilha de Custos e do Cronograma de Desembolso, os quais deverão ser elaborados de conformidade com os Anexos I, II e III do presente Edital.
3.2 A proposta deverá ser apresentada no período e no local estabelecidos no preâmbulo do presente Edital, em envelope próprio, não transparente, indevassável, lacrado e ou devidamente fechado e rubricado no fecho, contendo em sua face externa frontal, o seguinte título:
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL
À COMISSÃO ESPECIAL DE SELEÇÃO
CONCURSO Nº 01/2010
NOME POR EXTENSO DA INSTITUIÇÃO PARTICIPANTE
ENVELOPE “PROPOSTA”
3.3. As propostas deverão ser digitadas em papel timbrado, em 03 (três) vias, em língua portuguesa, sem emendas, rasuras, ou entrelinhas, que alterem os seus termos, contendo Razão Social, CNPJ/MF, endereço da entidade com CEP, número da conta bancária, agência e banco, número (s) de telefone (s), de fax e e-mail se houver, deverá ainda conter validade não inferior a 60 (sessenta) dias, com todas as folhas rubricadas e a última assinada e datada pelo proponente, devidamente identificado.
3.4. Em nenhuma hipótese poderá ser alterado o conteúdo da proposta apresentada, seja com relação a preço, pagamento, prazo ou qualquer outra condição, que importe na modificação dos termos originais, ressalvadas apenas, aquelas destinadas a sanar evidentes erros materiais, alterações essas que serão avaliadas e acatadas, ou não, pela Comissão Especial de Seleção.
3.5. Serão corrigidos automaticamente pela Comissão Especial de Seleção quaisquer erros de soma e/ou multiplicação constantes da proposta apresentada.
3.6. A proposta deverá ainda conter o preço em algarismos arábicos e por extenso, expresso em moeda corrente, nele já computados todos os impostos, taxas, fretes, seguros e etc., referentes à prestação dos serviços para o Iphan.
3.7. Prevalecerão sempre os valores unitários quando houver divergências dos totais apresentados.
3.8. A proposta deverá se fazer acompanhar das respectivas planilhas com detalhamento dos custos e formação de preço dos serviços a serem executados, conforme Anexo II, e dos currículos dos seguintes profissionais envolvidos no projeto: Coordenador Geral; técnicos da equipe de sistematização e cadastro; técnicos da equipe de Tecnologia da Informação de acordo com o Termo de Referência (Anexo I).
3.9. A apresentação da proposta implicará na aceitação, por parte do proponente, das condições estabelecidas no presente Edital e seus Anexos.
4. DO PROCESSAMENTO DO CONCURSO
4.1. Na sessão de Abertura a Comissão Especial de Seleção do Concurso, esta designada pelo IPHAN, por meio de Portaria, procederá à abertura dos ENVELOPES-DOCUMENTAÇÃO, após a verificação formal dos mesmos, conferindo e rubricando todo o seu conteúdo que, em seguida, também será rubricado pelos demais membros da Comissão e, a seguir, juntado ao respectivo processo administrativo.
4.2. Serão abertos os ENVELOPES-PROJETOS apenas das candidatas que na abertura dos ENVELOPES-DOCUMENTAÇÃO tenham atendido todas as exigências deste Edital e seus Anexos.
4.3. Por deliberação e a critério do Presidente da comissão Julgadora do concurso, os trabalhos poderão ser suspensos, para posterior análise da documentação.
4.4. Os PROJETOS serão considerados em estudo a partir de sua abertura até a classificação a ser divulgada no Diário Oficial da União.
4.5. Durante o período de estudo, as OSCIPs, os seus representantes ou outros interessados deverão abster-se de entrar em contato com a Comissão Julgadora para tratar de assuntos vinculados ao(s) PROJETOS.
4.6. A Comissão Julgadora poderá proceder a diligencias e solicitar esclarecimentos a qualquer das OSCIPs, que deverão ser fornecidos por escrito, no prazo estipulado quando da solicitação, desde que não acarretem qualquer alteração nos valores e especificações sindicados no(s) PROJETO(S), sob pena de desclassificação.
4.7. Na seleção no julgamento dos PROJETOS, levar-se-ão em conta:
a) o mérito intrínseco e adequação a este edital;
b) a capacidade técnica e operacional da candidata;
c) a adequação entre os meios sugeridos, seus custos, cronogramas e resultados;
d) o ajustamento às especificações técnicas.
4.8. O trabalho da Comissão Especial de Seleção não será remunerados e, esta, deverá zelar para que a identificação da organização proponente seja omitida, podendo, inclusive, solicitar ao órgão estatal parceiro informações adicionais sobre os projetos. (art. 30, §§ 1º, 2º e 3º, Decreto nº 3.100/99).
5. CRITÉRIO DE SELEÇÃO E JULGAMENTO DOS PROJETOS
5.1. A Comissão Especial de Seleção analisará as propostas adotando critérios de pontuação conforme tabelas referentes a Fatores de Pontuação (Anexo IV).
5.2. A pontuação final não poderá ser inferior a 40% do total de pontos possíveis, tanto no que se refere ao Índice Técnico (correspondendo aos fatores 1 a 3), quanto no que se refere à pontuação da proposta técnica e financeira (Fator 4), sob pena de desclassificação.
5.3. Para a classificação, no caso de ocorrer igualdade de pontos entre duas ou mais propostas, será efetuado sorteio entre os proponentes empatados, que se realizará em ato público para o qual todos os proponentes serão convocados, tudo após ter sido observada a preferência estabelecida em Lei para o desempate, na forma prevista no § 2º do art. 45, da Lei nº 8.666/93.
5.4. Serão desclassificadas as propostas elaboradas em desconformidade com as exigências do presente edital e seus anexos ou ainda, que contemplem preços manifestamente excessivos ou que demonstrem a inexequibilidade das obrigações que serão assumidas.
5.5. Não serão levadas em consideração vantagens ou desvantagens não previstas no presente Edital, bem como não serão admitidas correções de dados técnicos e/ou financeiros após a entrega das propostas, salvo equívoco ou omissão irrelevante para o julgamento.
5.6. No julgamento das propostas, a Comissão Especial de Avaliação levará em conta a maior pontuação obtida (igual ou superior a 70% do total de pontos), desde que atendidas todas as especificações constantes do presente edital e seus anexos.
5.7. Classificadas as instituições, após análise dos PROJETOS, de acordo com os critérios objetivos definidos neste edital, a Comissão indicará a vencedora, fazendo publicar o resultado final do concurso no Diário Oficial da União, abrindo, nos termos do art. 109 da Lei nº 8.666/93, o prazo de 05 (cinco) dias úteis para eventuais recursos.
5.8. Das sessões públicas a serem realizadas, lavrar-se-á ata circunstanciada na qual será registrado o resumo de todas as ocorrências havidas, que deverão ser assinadas pelos membros da Comissão Julgadora e candidatas presentes.
5.9. A Comissão Julgadora deverá receber, examinar e manifesta-se sobre os recursos, cabendo-lhe manter ou rever sua decisão, observado o constante no art. 31, § 1º e inciso do Decreto nº 3.100/99.
6. DOS RECURSOS FINANCEIROS
6.1. Para a consecução do objeto do presente Edital, os recursos da Fase I do Programa de Trabalho, correspondem à quantia estimativa de R$ 1.599.294,81 (um milhão, quinhentos e noventa e nove mil, duzentos e noventa e quatro reais e oitenta e um centavos) e correrão às custas conforme dotação: Programa Monumenta 2009, ação Fortalecimento a Projetos de Capacitação e de Fortalecimento Institucional na Área do Patrimônio Histórico Urbano – 2C650000 - PTRES , Fonte 0100000000, e nas condições estabelecidas no presente Edital e Anexos.
7. DO TERMO DE PARCERIA
7.1. Constatada a regularidade dos atos procedimentais, a autoridade superior homologará o certame, determinando a celebração do ajuste.
7.2. Será firmado Termo de Parceria com a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP vencedora, o qual terá vigência a contar da data de sua assinatura e encerrar-se-á após a entrega dos resultados finais, observando rigorosamente o prazo de execução estipulado no Termo de Referência (Anexo I).
7.2.1. A entidade deverá comparecer no prazo máximo de 03 (três) dias, contados a partir do recebimento da convocação oficial pelo setor competente, para a assinatura do Termo de Parceria.
7.2.2. Decorrido o prazo de 3 (três) dias após o recebimento do comunicado oficial para assinatura do Termo de Parceria e não tendo a entidade vencedora comparecido ao chamamento, esta perderá o direito à contratação, sendo convocado o segundo colocado para faze-lo, nas mesmas condições do primeiro.
7.3. A inexecução total ou parcial do Termo de Parceria ensejará a sua rescisão.
7.4. A critério e após aprovação pelo Iphan, os prazos de início, de execução e de entrega dos serviços poderão ser prorrogados mediante autorização expressa, em qualquer uma das hipóteses previstas no parágrafo 1º do art. 57 da Lei 8.666/93, desde que os fatos e as circunstâncias estejam demonstrados, registrados e justificados mediante documentos juntados ao processo.
7.5. A participação no presente Concurso das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP interessadas implica no total conhecimento das condições estabelecidas no presente Edital e seus Anexos, bem como das normas legais e regulamentares que regem a matéria, ficando consignado que, na ocorrência de casos omissos, prevalecerão as disposições contidas na Lei 8.666/93 e alterações posteriores e demais normas legais pertinentes à espécie.
7.6. As dúvidas que surgirem na interpretação das disposições contidas neste ato convocatório, ou ainda quanto à formulação das propostas, deverão ser dirigidas por escrito ao Departamento do Patrimônio Imaterial do INTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL – Iphan, até quarenta e oito horas antes da abertura do referido certame, que atenderá no Setor Bancário Norte, Quadra 02, Bloco “H”, Edifício Central Brasília, 1° andar, Brasília – DF, CEP: 70.040-904, de segunda à sexta-feira, das 10:00 às 11:30 e das 15:00 às 18:00 horas.
7.7. Quando da assinatura do Termo de Parceria, o proponente vencedor deverá manter as mesmas condições de habilitação durante toda a execução do objeto do presente Concurso.
8. DO PAGAMENTO
8.1. O pagamento será efetuado por intermédio de ordem bancária para a instituição financeira indicada pelo proponente em um prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis após a comprovação de sua conformidade, mediante apresentação de fatura/nota fiscal, que será devidamente atestada pela fiscalização designada pelo Iphan, que providenciará a sua liquidação de conformidade com o Cronograma de Desembolso (Anexo III).
9. DAS OBRIGAÇÕES DA OSCIP
9.1. Compete à Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP a execução do objeto do presente Edital e seus Anexos, observando-se os seguintes critérios:
9.1.2. A OSCIP assumirá integral responsabilidade pela boa execução e eficiência dos serviços, assim como, por eventuais danos decorrentes da realização dos mesmos.
9.1.3. Os danos causados direta ou indiretamente ao contratante, ou a terceiros, em virtude de culpa ou dolo na execução do Termo de Parceria, independente de ocorrerem ou não em áreas correspondentes à natureza de seus trabalhos, serão de responsabilidade da OSCIP.
10. DO ACOMPANHAMENTO E FISCALIZAÇÃO
10.1. A Comissão de Avaliação, prevista no art. 11, parágrafo primeiro da Lei 9.700/99, será instituída pelo IPHAN e por um representante da OSCIP, que monitorará os resultados alcançados pelo proponente na execução do Termo de Parceria, analisando esses resultados com base nos indicadores de desempenho, conforme descrito na Lei 9.700/99.
11. DISPOSIÇÕES FINAIS
11.1. O presente Concurso não importa necessariamente em celebração de Termo de Parceria, podendo o Iphan revogá-lo, no todo ou em parte, por razões de interesse público decorrente de fato superveniente comprovado, ou anulá-lo por vício ou ilegalidade, mediante ato fundamentado, disponibilizando no sistema para conhecimento dos participantes do Concurso.
11.2. Os proponentes assumem todos os custos de preparação e apresentação de suas propostas e o Iphan não será, em nenhum caso, responsável por esses custos, independentemente da condução ou do resultado do Concurso.
11.3. O proponente é responsável pela fidelidade e legitimidade das informações prestadas e dos documentos apresentados em qualquer fase do Concurso. A falsidade de qualquer documento apresentado ou a inverdade das informações nele contidas implicará na imediata desclassificação do proponente que o tiver apresentado, ou, caso tenha sido o vencedor, na rescisão do Termo de Parceria, sem prejuízo das demais sanções cabíveis.
11.4. Após apresentação da proposta, não caberá desistência, salvo por motivo justificado decorrente de fato superveniente, devidamente aceito pela Comissão Especial de Seleção e homologado pelo superior hierárquico.
11.5. A contagem dos prazos estabelecidos neste Edital e seus Anexos excluirá o dia do início e incluir-se-á o do vencimento. Só se iniciam e vencem os prazos em dias de expedientes neste Instituto.
11.6. Os proponentes intimados para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais deverão fazê-lo no prazo determinado pela Comissão, sob pena de desclassificação.
11.7. O desatendimento de exigências não essenciais não importará no afastamento do proponente, desde que seja possível a aferição da sua qualificação e a exata compreensão da sua proposta.
11.8. As normas que disciplinam este Concurso serão sempre interpretadas em favor da ampliação da disputa entre os proponentes, desde que não comprometam o interesse da Administração, a finalidade e a segurança da contratação.
11.9. As decisões referentes a este Concurso poderão ser comunicadas aos proponentes por qualquer meio de comunicação que comprove o recebimento ou, ainda, mediante publicação no Diário Oficial da União.
11.10. A participação do proponente neste Concurso implica na aceitação de todos os termos deste Edital e seus Anexos, bem como das normas legais e regulamentares que regem a matéria, ficando consignado que, na ocorrência de casos omissos, prevalecerão as disposições contidas na Lei nº. 8.666/93 e alterações posteriores, e nas demais normas legais pertinentes à espécie.
11.11. Não havendo expediente ou ocorrendo qualquer fato superveniente que impeça a realização do certame na data marcada, a sessão será automaticamente transferida para o primeiro dia útil subseqüente, no mesmo horário e local anteriormente estabelecido, desde que não haja comunicação da Comissão em contrário.
11.12. O foro para dirimir questões relativas ao presente Edital e seus Anexos é o da Justiça Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, com renúncia expressa de qualquer outro, por mais privilegiado que o seja, competente para dirimir controvérsias que possam decorrer da execução do presente Edital.
11.13. Qualquer pedido de esclarecimento em relação a eventuais dúvidas na interpretação do presente Edital e seus Anexos deverá ser encaminhado por escrito ao Departamento do Patrimônio Imaterial do Iphan, localizado no Setor Bancário Norte, Quadra 02, Bloco “H”, Edifício Central Brasília, 1° andar, Brasília – DF, CEP: 70.040-904, telefone (61) 2024-6133, fax (61) 2024-6134, de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 11:30 e das 15:00 às 18:00 horas, podendo, no mesmo endereço, ser obtida cópia integral do Edital e seus Anexos, que estará disponível, também, no endereço eletrônico www.iphan.gov.br.
Brasília-DF, ...... de ............................ de 2010.
Ministério da Cultura - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Departamento do Patrimônio Imaterial - Coordenação Geral de Salvaguarda
GRUPO DE TRABALHO PRÓ-CAPOEIRA
ANEXO I
TERMO DE REFERÊNCIA
APOIO À FORMULAÇÃO DO PROGRAMA NACIONAL DE SALVAGUARDA E INCENTIVO À CAPOEIRA - PRÓ-CAPOEIRA
FASE I - 2009
1. Identificação
Nome da Unidade: Departamento do Patrimônio Imaterial
Programa: Brasil Patrimônio Cultural
Ação: Fortalecimento a Projetos de Capacitação e de Fortalecimento Institucional na Área do Patrimônio Histórico Urbano – 2C650000
Projeto: Formulação e implantação do Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira – Pró-Capoeira – Fase I
2. Contextualização
A capoeira é uma das manifestações culturais mais importantes do Brasil. No governo atual essa importância tem sido reconhecida por meio de várias iniciativas de fomento do Ministério da Cultura, entre as quais se destacam a articulação para a viabilização dos editais do Prêmio Capoeira Viva e a implantação de 112 pontos de cultura também voltados para o incentivo, transmissão e desenvolvimento da capoeira enquanto manifestação artística e cultural. Por meio do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do IPHAN, em 15 de julho de 2008, seu valor histórico, memorial e cultural foi publicamente reconhecido com o registro do Ofício de Mestre de Capoeira e da Roda de Capoeira como Patrimônio Cultural do Brasil.
Atualmente a capoeira é praticada em todo o Brasil e em, pelo menos, 150 outros países. Constitui, assim, um fenômeno mundial que tem contribuído enormemente para divulgar a cultura brasileira nos quatro cantos do mundo. Além disso, no Brasil e nos outros países onde é praticada, a capoeira tem sido utilizada como uma importante ferramenta para o desenvolvimento pessoal e social, bem como tem sido valiosa como instrumento pedagógico e de afirmação de identidades. É fundamental, portanto, que, no país que é o berço dessa manifestação cultural, o Estado organize, com o apoio e a participação dos seus praticantes e da sociedade em geral, uma política pública que salvaguarde e amplie os benefícios dessa arte para a nossa população.
Uma política dessa envergadura demanda, certamente, a formulação de um programa específico de apoio e fomento e a atenção das várias áreas de governo que podem contribuir para o fortalecimento e para o desenvolvimento pleno do potencial da capoeira como cultura, como patrimônio, como arte e como atividade física e pedagógica. Um programa que também encaminhe soluções, no âmbito nacional, para os problemas que a capoeira enfrenta para ter continuidade como tradição e saber popular, soluções que passam, entre outras medidas, pelo reconhecimento da importância e pela valorização dos detentores desse saber que, ainda hoje, alimenta a capoeira em suas várias expressões. Um programa, em suma, que inclua a salvaguarda dos aspectos patrimoniais da capoeira e incentive sua prática em todo o país.
Em atenção à importância histórica, memorial e cultural da capoeira, o Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira – Pró-Capoeira será coordenado pelo Ministério da Cultura. Deverá, contudo, contar também com o apoio e a participação dos Ministérios da Educação, dos Esportes e das Relações Exteriores, além de ter a atenção das pastas do Trabalho e da Previdência em razão da sua interface com as questões profissionais que a prática da capoeira suscita. O objetivo geral do Pró-Capoeira é, assim, promover a salvaguarda dos elementos dessa forma de expressão que sustentam o seu valor como referência histórica, memorial e cultural e incentivar sua apropriação como manifestação artística, como atividade física, como instrumento pedagógico e de construção de cidadania, ampliando sua prática no território nacional e facilitando o intercâmbio com outros países que admiram e praticam essa arte. São ainda objetivos específicos do programa:
Apoiar e fomentar a difusão da produção intelectual, acadêmica, cultural e audiovisual sobre a capoeira no Brasil e no mundo;
Cadastrar docentes, praticantes, grupos, entidades e instituições públicas e privadas dedicadas à prática, ao estudo e ao ensino da capoeira no Brasil;
Fomentar a criação de mecanismos de participação e de consulta às instituições e aos representantes de grupos e indivíduos praticantes de capoeira no Brasil, com vistas a organizar a regulamentação do exercício de atividades de ensino e de formação;
Estabelecer critérios para o reconhecimento do notório saber dos mestres de capoeira formados na tradição.
Apoiar a transmissão dos conhecimentos tradicionais ligados à prática da capoeira;
Incentivar a prática da capoeira como recurso cultural, lúdico, pedagógico e como atividade física na rede pública e particular, em todos os níveis de ensino.
Promover o intercâmbio entre praticantes e estudiosos da capoeira do Brasil e de outros países;
Promover e difundir a capoeira no Brasil e no mundo com respeito à diversidade cultural presente em suas diferentes manifestações rituais, técnicas e estilísticas.
Com a finalidade de coordenar as atividades necessárias à formulação e implementação do Pró-Capoeira, o Ministro da Cultura criou, por meio da Portaria n° 48, de 22 de julho de 2009,[1] Grupo de Trabalho, composto por representantes do IPHAN, da Fundação Cultural Palmares, da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e da Secretaria de Políticas Culturais do MinC. O Grupo de Trabalho Pró-Capoeira (GTPC) é coordenado pelo IPHAN e, no desempenho de sua missão, deve realizar as seguintes atividades :
formular proposta preliminar de escopo geral do programa;
planejar e realizar cinco encontros regionais com representantes desse campo para discussão e aperfeiçoamento da proposta preliminar do programa;
providenciar o cadastramento nacional dos docentes, praticantes, grupos, pesquisadores, entidades e instituições ligadas ao ensino e à pesquisa da capoeira;
planejar e realizar encontro nacional para apresentação e validação da versão final do Pró-Capoeira;
estabelecer as articulações institucionais e demais providências necessárias à consecução das tarefas acima citadas.
Além das tarefas demandadas pela Portaria n° 48/2009, é importante também aproveitar a mobilização do campo que será promovida nos encontros regionais para a articulação de apoios para as candidaturas da Roda e do Ofício de Mestre de Capoeira às Listas da Convenção da Unesco para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial. Nesses encontros também se poderá realizar a complementação da pesquisa e da documentação audiovisual produzida durante a instrução do processo de Registro desses bens, pois naquela oportunidade, por razões de recorte histórico, foram documentados apenas mestres e rodas de capoeira da Bahia, do Rio de Janeiro e de Pernambuco. Nos encontros regionais previstos, se poderá então expandir essa documentação para outros estados da federação - razão pela qual se propõe a incorporação desta tarefa às demais que foram imputadas ao GTPC.
Diante da magnitude das tarefas acima mencionadas e com vistas a prestar o apoio técnico e logístico especializado que é necessário à sua consecução, propõe-se a seleção, por meio de concurso de projetos, de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP atuante na área de cultura. Em conformidade com sua natureza legal, essa organização deverá dar suporte ao GTPC na formulação e implantação dessa importante política de valorização, salvaguarda e incentivo.
3. Objeto
Estabelecimento de Termo de Parceria com Organização da Sociedade Civil de Interesse Público a partir de Concurso de Projetos, a ser realizado mediante Edital, para a execução de Programa de Trabalho, [2] contendo as atividades da Fase I do projeto de formulação e implementação do Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo da Capoeira – Pró-Capoeira.
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Capoeira/Eventos - Agenda
Author:Africanamente
Relações de Gênero, Identidade Negra e Saúde na Capoeira Angola
De 15 a 21 de Março de 2010 - PORTO ALEGRE - RS - BRASIL
Evento que ao longo dos seus quatro anos vem visibilizando e refletindo sobre as relações de gênero na Capoeira Angola.
Cada edição traz um tema para levantar a poeira dos bate papos e das vivências no universo da Capoeira Angola: Relações de gênero, Identidade Negra e Saúde serão os assuntos abordados este ano, durante os sete dias do encontro, que contará com as presenças de: Mestra Janja (BA) e da Contra-mestra Dana (RJ).
Programação do Evento:
Segunda 15
ABERTURA DO EVENTO - Palestra e Roda de Capoeira angola com a Mestra Janja
19h- Roda de Capoeira Angola
Coordenação: Mestra Janja (Instituto Nzinga de Capoeira Angola/BA)
20h - Roda de Conversa “Relações de Gênero, Identidade Negra e Saúde na Capoeira Angola”
Palestrante: Mestra Janja
Debatedoras:
Prof. Dr Sandra Vial (Diretora da Escola de Saúde Publica / RS)
Psicóloga Sanitarista Eliana Xavier (Maria Mulher / RS)
Elaine Oliveira Soares(Coord. Da política de Saúde da População Negra SMS-POA/RS)
Reginete Bispo(Comissão Cidadania e Direitos humanos da Assembléia Legislativa/RS)
Local: Memorial do Roi Grande do Sul
Praça da Alfandega, s/nº - centro - Porto Alegre - RS
Terça 16
18h Aula de Capoeira Angola
Coordenação: Professora Giane (Grupo de Capoeira Angola Nascente Palmares / RS)
19h Oficina de dança dos Orixás
Coordenação: Babalorixá Diba de Iyemonjá ( Ilê Axé Iyemonjá Omi Olodô )
Convidada: Temilayo de Oxalá ( Ilê Axé Iyemonjá Omi Olodô )
20h Roda de Conversa “Tradições de Matriz Africana e Saúde”
Convidados/as:
Doutoranda Miriam Alves / Oloriobá ( PUCRS)
Babalorixá Diba de Iyemonjá (Ilê Axé Iyemonjá Omi Olodô )
Local: Africanamete Escola de Capoeira Angola
Quarta 17
18h Aula de Capoeira Angola
Coordenação: Mariposa ( Aluna do Prof. Teu – Angoleiro Sim Sinhô / SC )
19h Roda de Capoeira Angola “Vem vadiar com as Salomés”
20h Roda de Conversa “Mulher na Capoeira Angola, Diversidade de Gênero e Identidade Étnico-Cultural”
Convidadas:
Doutoranda Heloísa Gravina ( URFGS )
Prof.Dr. Paula S. Machado (URFGS )
Claudete Costa ( Liga Brasileira de Lésbicas )
Local: Africanamente Escola de Capoeira Angola
Quinta 18
18h Vivência de Capoeira Angola
Coordenação: Alessandra Carvalho ( Africanamente / RS )
19h Oficina de Ritmos e Produção Textual – “O poder da musicalidade da Capoeira Angola”
Coordenação: Viviane Malheiro e Karine Menez
20:30h Intervenção artística “Boneca Viva Africana”
Coordenação: Maripoza (Aluna do Prof. Téu - Angoleiro Sim Sinhô/SC)
Sexta 19
19h Roda de Capoeira Angola “O Corpo Fala”
Coordenação: Contra-Mestra Dana (Associação de Capoeira Angola Mestre Marrom e alunos / RJ)
21h Samba de Roda
OFICINA DE DE CAPOEIRA ANGOLA COM CONTRA-MESTRA DANA (RJ)
Investimento: R$ 40,00 e vagas limitadas
Sábado 20
10h Oficina de Capoeira Angola “A movimentação de luta e arte com a manha feminina”
Coordenação: CM Dana
14h Oficina de Capoeira Angola
Coordenação: CM Dana
16h Roda de Capoeira Angola
Coordenação: CM Dana
Domingo 21
9h Oficina de Ritmo “A musicalidade na Capoeira Angola”
Coordenação: CM Dana
10:30h Roda de Conversa “Capoeira Angola: Ancestralidade e Afrodescendência”
Coordenação: CM Dana
14h Roda de Rua
Local: Bric da Redenção
Importante: A nossa escola oferece hospedagem gratuitamente, para até 10 pessoas inscritas no evento, basta trazer seus utensilios de cama e banho. Inscrições e maiores informações: africanamente.poa@hotmail.com Fones: (51) 9965-9335 ou 8100-3564 www.africanamenteescoladecapoeiraangola.blogspot.com
Saiba mais sobre nossas convidadas:
Mestra Janja Co-fundadora e coordenadora do Instituto N'Zinga de Capoeira Angola, aravés da qual desenvolve importante trabalho de resgate e preservação das tradições educativas de matriz banto no Brasil. É doutora em Educação pela USP. Tem forte atuação nas interfaces entre raça, gênero e educação, tanto no âmbito acadêmico quanto no universo da Capoeira Angola. Contra-Mestra Dana Começou a trabalhar com capoeira, ensinando crianças em 1999. Em 2006 viajou com Mesre Marrom para a Europa ministrando workshops na Inglaterra, Alemanha, França e Escócia. Anualmente visita Israel dando cursos de capoeira angola pelo País. Em novembro de 1999, foi surpreendida com a formatura de Contra-Mestra, título recebido pelas mão de Mestre Brandão, com a presença de Mestre Boca Rica. PARA ASSISTIR AOS VÍDEOS DAS OUTRAS EDIÇÕES E TAMBÉM OBTER MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE O EVENTO, BASTA ACESSAR: www.africanamenteescoladecapoeiraangola.blogspot.com
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Capoeira/Notícias - Atualidades
Author:silvana blesa
Maria Bárbara Berengher, de 40 anos, foi condenada a 12 anos de prisão pelo assassinato do fundador da capoeira no Mercado Modelo, mestre “Di Mola”. O julgamento que demorou 10 horas aconteceu na manhã de anteontem, no Fórum Ruy Barbosa, presidido pelo juiz Vilebaldo Freitas e pelo promotor, representante do Ministério Público Estadual (MPE), Luciano Assis.
A família de Domingos André dos Santos, que estava aos 49 anos na época do crime, mais conhecido como mestre “Di Mola”, luta por justiça há nove anos. “Sei que não vamos ter ele de volta, mas agora a justiça foi cumprida”, desabafou a esposa da vítima, a cabeleireira Júnia Onofre.
Conforme os familiares do capoeirista, o crime aconteceu no dia 16 de outubro de 2001, dia do aniversário de “Di Mola”, que foi comemorado com uma festa em sua residência, em Pituaçu. Segundo Júnia, a vítima foi levar um irmão até um ponto de ônibus, quando encontrou com Maria Bárbara próximo à sua casa e ela desferiu um tapa no seu rosto.
Ao retornar, o capoeirista, acompanhado da esposa, foi tirar satisfação com a agressora, quando começou uma nova discussão. Porém, a acusada conseguiu golpear o mestre, quando este se encontrava distraído.
“Di Mola” foi socorrido para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos provocados com perfurações de faca na barriga. Maria Bárbara chegou a ficar presa na época, mas, por estar grávida e ter se apresentado à polícia, respondia o processo em liberdade. No julgamento, ela chegou a confessar o crime e chorou várias vezes, demonstrando arrependimento. Mestre “Di Mola” era muito conhecido nas rodas de capoeira do Mercado Modelo, pois foi um dos fundadores da roda de capoeira no local. Suas gingas e saltos realizados na capoeira de rua se transformaram em cartão-postal da Bahia, e o levaram a representar a arte e ser reconhecido em diversos países
Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br
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Capoeira/Eventos - Agenda
Author:CECA
Camaradas, Divulgo a todos o evento em S.Carlos que a Teia das Culturas (ponto do cultura onde temos o nucleo da Academia de João Pequeno de Pastinha sob coordenação do Mestre Pé de Chumo) está realizando junto com seus parceiros.
Compareçam...
Abraços
Dedê
Academia de João Pequeno de Pastinha - CECA
ENCONTRO DE FORMAÇÃO "QUÃO NEGRO SOMOS"
Módulo I
Este encontro de formação visa reunir diversas ações direcionadas à valorização dos saberes da cultura popular afro-brasileira, objetivando estabelecer um diálogo entre diferentes atores envolvidos com a transmissão destes saberes no município de São Carlos, bem como contribuir para a troca de experiências e interlocução entre os conhecimentos transmitidos no ambiente escolar e os saberes da cultura popular afro-brasileira. É direcionado ao corpo docente da rede municipal de ensino, estudantes, pesquisadores e demais interessados da comunidade são carlense. PROGRAMAÇÃO 18.03 - Quinta-Feira Local: Paço Municipal 19h - Mesa de abertura: Cultura Afro-Brasileira na Educação: Parcerias e Possibilidades. Presença de representantes: Ministério da Cultura, Prefeitura Municipal de São Carlos, NEAB/UFSCar e Teia - Casa de Criação 20h30 - Apresentação Cultural: Grupo Girafulô 19.03 - Sexta-Feira Local: Paço Municipal 19h- Mesa: Perspectivas na relação entre saberes populares e escolares. Presença de representantes dos Grupos Culturais: Urucungus, Ação Griô, Teia das Culturas e da Câmara Técnica de Educação das Relações Étnico-Raciais, do Conselho Municipal de Educação de São Carlos. 20h30 - Cortejo: Grupo Rochedo de Ouro / São Carlos 20.03 - Sábado Manhã - SESC São Carlos 9h00 - 10h30 Mostra de Trabalhos da Cultura Popular Afro-Brasileira (exposição de painéis com ações, experiências e projetos desenvolvidos em São Carlos). 10h30 - 12h- Roda de Conversa: Cultura Afro-Brasileira: Ações Locais e Troca de Experiências (troca de experiências entre professores-autores dos trabalhos apresentados, grupos de cultura popular, sociedade civil organizada e comunidade). Tarde - SESC São Carlos 14:30h - 18:00 Oficina I: Formação de Pedagogia Griô (com o grupo Ação Griô) Público-alvo: professores e educadores (Ação Griô) Público-alvo: professores e educadores Oficina II: Práticas Culturais com o Grupo Urucungus – Campinas Público-alvo: estudantes Noite - Teia - Casa de Criação 19h - 22h Hora Feliz Encontro Aberto de Confraternização 21.03 - Domingo Local: Centro da Juventude Elaine Viviane - Monte Carlo 15h - 22h Festival Cultura Centro Esportivo de Capoeira Angola - Academia João Pequeno de Pastinha; Companhia de Santo Reis Estrela Guia, Grupo Rochedo de Ouro, Grupo de Pesquisa e Prática em Danças Brasileiras - Girafulô, Ala Show da Escola de Samba Rosas Negras, Jamil e o Grupo de Catira Pés Palmas e Coração, Mc Teddy paçoca e Beat Majester's CPP São Carlos, Urucungos Puítas e Quijêngues. Alimentação e Feira de Economia Solidária INSCRIÇÕES As inscrições para participação no evento só serão aceitas via e-mail: educacao@saocarlos.sp.gov.br Dados a serem encaminhados para Inscrição: Nome: Endereço: Cidade: Telefone: Título do Trabalho (caso queira apresentar trabalho no dia 20.03): Instituição em que trabalha: e-mail: Importante: Só serão emitidos certificados aos participantes que estiverem presentes em todas as atividades dos dias 18, 19 e 20. O módulo II desta formação será oferecido no 2º. semestre. Serão emitidos certificados totalizando 30h aos participantes dos módulos I e II. APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS Serão aceitos trabalhos como relatos de experiências, atividades, projetos em andamento ou concluídos na área de Cultura Popular Afro-Brasileira. As inscrições são gratuitas e o período para envio dos trabalhos é de 26 de Fevereiro a 12 de Março de 2010. As inscrições serão efetivadas por meio do encaminhamento dos dados de inscrição, juntamente com o resumo do trabalho anexado ao e-mail para o seguinte endereço: educacao@saocarlos.sp.gov.br Só serão aceitas as inscrições encaminhadas por e-mail. INFORMAÇÕES Informações sobre inscrições, resumos, formato dos painéis: educacao@saocarlos.sp.gov.br ou na Secretaria Municipal de Educação 3373-3223 c/ Lucelina. Saiba mais sobre a Programação: www.teia.org.br
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Capoeira/Cidadania
Author:Canal Rio Claro
Aula de capoeira integra e diverte na escola Celeste Calil em RC A escola municipal Celeste Calil, do bairro Novo Wenzel, em Rio Claro, vem utilizando com sucesso a capoeira como elemento de integração entre os alunos da unidade de ensino. As atividades com o esporte acontecem às terças e quintas-feiras das 18 às 19 horas e se estendem a outras pessoas do bairro, tornado-se, assim, mais um elemento de ligação entre a escola e a comunidade. Segundo a direção da unidade de ensino, a capoeira também ajuda no dia-a-dia escolar dos alunos na medida em que o bom aproveitamento e a disciplina são condições básicas para se freqüentar as aulas. Além disso, o esporte vem servindo como elemento de confraternização na escola Celeste Calil. Na última terça-feira (2), o professor Aguinaldo da Capoeira preparou comemoração aos alunos aniversariantes em evento que deve ser repetido mensalmente na escola. Fonte: Canal Rio Claro http://www.canalrioclaro.com.br
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Capoeira/Cidadania
Author:Mestre Tonho Matéria
A Federação de Capoeira da Bahia dar um salto e sai na ginga solidaria a favor do povo do Haiti.
Capoeira solidária o Haiti é Aqui!
A campanha capoeira solidária o Haiti é Aqui! desenvolvida pela Federação de Capoeira da Bahia - Fecaba, tem como objetivo ajudar os sobreviventes do terremoto no Haiti. Esta campanha será de âmbito internacional e conta com o apoio de todos os seguimentos, seja artísticos, capoeirísticos, empresarial, governamental ou militar. O importante é a nossa contribuição com recurso financeiro depositado numa conta corrente, alimentos e agasalhos para o povo haitiano.
A federação de Capoeira da Bahia É uma entidade civil de direito privado, representativa dos interesses e desenvolvimento do desporto e da cultura da capoeira afro-brasileira em todo território do Estado da Bahia, que tem como objetivo apoiar, desenvolver, organizar, representar a capoeira da Bahia e tendo como missão disseminar a capoeira como instrumento de contribuição e construção cultural na Bahia e no mundo. Tornando-a conhecida do grande publico como os capoeiristas e turistas nacionais e internacionais, admiradores, investidores, empresários, empresas, etc. Tendo como visão ser vista como uma entidade que preserva a capoeira com sinceridade, respeito e acima de tudo valorização cultural e histórica. E como princípios e valores, a deferência aos grandes mestres tendo como sustentáculo um bom procedimento, para garantir a salvaguarda das tradições: Angola e Regional.
Seja você também um solidário
Faça a sua doação.
PROGRAMAÇÃO
Abertura com grupo de dança afro
Apresentação da nova diretoria da FECABA
Apresentação dos objetivos, missão, metas, visão e valores da FECABA
Debate com a plenaria
Apresentação da campanha Capoeira Solidária o Haiti é Aqui!
Roda de capoeira (só mulheres) em homenagem ao dia internacional das mulheres
Roda de capoeira mista
Samba de roda
TONHO MATÉRIA
DIRETOR DE MARKETING
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Capoeira/Capoeira Mulheres
Author:Neila Vasconcelos
A todas as heroínas: Dia 8 de março, próxima segunda-feira, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas, fazendo referência às cerca de 130 tecelãs que morreram carbonizadas em uma fábrica, em Nova Iorque, ao reivindicar melhores condições de trabalho.
O mérito das tecelãs é indiscutível, mas o Dia Internacional da Mulher deve servir de homenagem também às tão esquecidas heroínas da nossa história, como Dandara e Aqualtune.
Deve homenagear cada heroína que encontramos hoje dentro da capoeira, mestra, formada ou aluna, cujas dificuldades e batalhas diárias, só elas conhecem.
Deve homenagear cada heroína que encontramos no trabalho, fortes, batalhadoras e dedicadas, buscando seu espaço no mundo.
Deve homenagear também cada heroína que encontramos dentro de casa, na família, que se vira em duas para cuidar da casa e dos filhos e, muitas vezes, ainda trabalhar fora.
Cada mulher sabe a heroína que mora dentro de si. Parabéns a todas!
Neila Vasconcelos - Venusiana capoeiradevenus.blogspot.com
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Capoeira/Eventos - Agenda
Author:Mestra Janja
Pois é, neste dia 08 de março de 2010 o Instituto Nzinga de Capoeira Angola completa 15 anos!
A nossa alegria só não é irrestrita porque a nossa data também nos lembra o difícil e gigantesco caminho a ser percorrido para garantirmos a liberdade das mulhers, dentro e fora da capoeira. E liberdade aqui, amigo Luciano, significa a salvaguarda da sua dignidade, dos seus direitos e pelo fim das muitas formas de violencia que ainda se naturalizam sobre estas.
Mais do que uma "roda para as mulheres", apresentamos mais um dos temas do próprio nzinga na sua trajetória de formação de capoeiristas.
Este, como muitos outros eventos que já realizamos com a mesma finalidade, não é um evento excuisivo para mulheres, até porque sabemos que a capoeira se faz em comunidades em que vivem homens e mulheres. Ao contrário, este é também um momento em que podemos revelar já um número siginificativos de parceiros que compartilham conosco destas lutas, sendo eles mestres ou capoeistas em diversas fases de formação. Alias, cada vez mais eventos desta natureza tem acontecido aqui no Nordeste, fazendo uma importante ponte entre as mulhers da capoeira angola e capoeira regional, discutindo e imprimindo mais uma vez a valorosa contribuiçãodas mulheres para a capoeira na atualidade: o respeito às diferenças e os desafios de uma vida sem violência e sem preconceitos.
Desta forma, além de ser uma data com um sentido próprio de luta, é também a data em que receberemos amigas e amigos, "para brincar e vadiar".
Daqui de Salvador, eu e o mestre Poloca estaremos seguindo com mais outras pessoas do Nzinga, e esperamos encontá-lo em algum momento.
Mais uma vez reitero estima e admiração.
Receba meu abraço,
Janja
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Capoeira/Eventos - Agenda
Author:Diário de Pernanbuco
O fotógrafo documentarista André Cypriano andou por onze comunidades negras remanescentes dos quilombos no Brasil. Nenhuma delas fica em Pernambuco, mas todas vivenciam realidades que trazem à tona questões culturais, sociais, econômicas. As fotos resultantes dessas viagens estão na mostra Quilombolas - Tradições e cultura da resistência, que será aberta hoje, às 19h, no Centro Cultural Correios, no Recife Antigo. "Encontrei lugares diferentes, alguns urbanos, outros na mata, no Sertão, com culturas diversas, mas todos volltados à preservação da tradição afro-brasileira', comenta. São 27 fotografias em preto e branco no formato 50 cm x 75 cm; sete fotografias panorâmicas (40 cm x 440 cm); seis no tamanho 30 cm x 40 cm, além de dois mapas, painéis de textos e legendas. A mostra tem fotos, por exemplo, do grupo quilombola Mocambo, na comunidade Porto da Folha, em Sergipe; da comunidade Tapuio, em Queimada Nova (PI); da comunidade Cafundó (SP). "Lá encontrei três pessoas que ainda falam uma língua africana; umalíngua fluente, mas que só existe ali. A tribo deles inclusive já foi extinta". O principal problema das comunidades visitadas, atesta Cypriano, ainda é a questão da legalização dos seus territórios. "Além disso, é interessante notar o quanto a realidade é distinta da nossa, principalmente nos quilombos que não tem tanto acesso à urbanização. São comunidade mais felizes. De tardinha, ao invés de estarem na frente da televisão, brincam ciranda, jogam futebol", diz. A escolha por fotos em preto e branco, explica o fotógrafo, é por conta da "impressão mais forte. Vejo o preto e branco como uma interpretação e o colorido como reflexo da realidade". André Cypriano abraçou o projeto a convite da curadora da exposição, Denise Carvalho. Além da mostra, as fotos também viraram livro (R$ 78), com textos, mapas e pesquisa de Rafael Sanzio Araújo dos Anjos. A mostra já percorreu mais de 15 cidades brasileiras, oito cidades da América Latina e depois do Recife ainda deve seguir para lugares como Macapá, Teresina e Natal. Lugares remotos - "Aceitei de primeira esse projeto porque é um tema que tem muito a ver com o meu trabalho, lugares remotos e ainda uma tendência para o raro e extraordinário", comenta. Com o livro sobre os quilombos, já são quatro na carreira do fotógrafo. O último deles é O caldeirão do diabo, sobre um presídio já extinto na Ilha Grande. Cypriano também fotografou a favela da Rocinha e favelas da América Latina, e a capoeira. "Fiz imagens dos grandes mestres do Brasil, inclusive em Pernambuco. É uma exposição que também deve ser levada ao Recife", aposta. Apesar dos temas sociais sempre terem permeado as imagens de Cypriano, "os problemas sociais acabam sendo uma consequência, mas não é a minha intenção retratá-los. Meu projeto não é promover mudanças. A Rocinha, com todos os problemas que ela tem, pra mim, naquele momento da foto, é o ideal". O mais importante é que a fotografia retrate emoção. "Se ela mexer com as emoções, é uma boa foto. Os americanos tem até uma expressão, it's all about emotion". (Pollyanna Diniz) Serviço Quilombolas - Tradições e cultura da resistência, até 18 de abril Local: Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262, Recife Antigo) Visitação: De segunda a sexta, das 9h às 18h; e sábados e domingos, das 12h às 18h Entrada franca
Fonte - http://www.diariodepernambuco.com.br/
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Capoeira/Eventos - Agenda
Author:Victor Garcia
Depois de ler ‘Mar Morto’, livro de Jorge Amado, Paulo César Pinheiro se apaixonou pela história de Besouro, um dos maiores capoeiristas de todos os tempos.
O músico, que já compôs várias canções sobre o mito, como ‘Lapinha’, eternizada na voz de Elis Regina, estréia como autor teatral no dia 15, no Centro Cultural Banco do Brasil, com o musical ‘Besouro Cordão-de-Ouro’. “É um personagem riquíssimo, e acho interessante recuperar a história de um ícone tão brasileiro”, conta Paulo César.
BESOURO CORDÃO-DE-OURO Espetáculo musical em homenagem ao capoeirista e herói popular Besouro Cordão-de-Ouro, que viveu e construiu sua legenda em terras baianas no final do século XIX e início do século XX. O palco se transforma numa roda de atabaques, berimbaus, pandeiros e caxixis, uma valorização da cultura negra. Autoria de Paulo César Pinheiro. Ana Paula Black Cridemar Aquino Maurício Tizumba Raphael Sil Sérgio Pererê William de Paula Wilson Rabelo Gilberto Santos da Silva "Laborio" Letícia Soares Marcelo Capobiango Valéria Monã Victor Alvim "Lobisomem" Alanzinho Rocha Iléa Ferraz Direção:João das Neves Direção musical: Luciana Rabello Coordençaõ de capoeira: MESTRE CAMISA 5/março a 25/abril/2010 6a a domingo, 20h. R$ 4 (comerciários), R$ 8 (estudantes, idosos), R$ 16. [livre] Sesc Tijuca Endereço Rua Barão de Mesquita, 539 Telefone (21) 3238-2100/Fax: (21) 2570-4178
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Capoeira/Notícias - Atualidades
Author:Luciano Milani
Criada a Associação Brasileira de Capoeira Regional “Mestre Bimba”
Proposta é fortalecer a filosofia de Mestre Bimba (criador da capoeira regional)
Fundada em Limeira, em 30 de agosto, a Associação Brasileira de Capoeira Regional “Mestre Bimba” (ABCR) surge como uma proposta em fortalecer, divulgar e propagar a filosofia do criador da capoeira regional, mestre Bimba.
A associação foi criada em uma assembléia realizada na sede do Centro de Aprendizado Metódico e Prático de Limeira (CAMPL) tendo como seus componentes o presidente Paulo César Junqueira Hadich, o advogado Marcos Aurélio Magalhães Faria Junior e a secretária Kelly Chinelatto Silveira.
Nesta assembléia foi eleita a diretoria executiva da ABCR Mestre Bimba para o primeiro mandato. A composição é a seguinte:
Presidente: Paulo Henrique de Oliveira (Professor Caverna)
Vice-presidente: César Antônio Parro (Fala Mansa)
1º Tesoureiro: Tupanema Terini
2ºTesoureiro: Jessé Magalhães Matias
1ºSecretário: Silvana Duarte Cavicchioli
2ºSecretário: Marcos Antônio Magalhães Junior
Consultivo:
1ºTitular: Renato da Silva Santos (Coca Cola)
2ºTitular Vanessa Peruck
3ºTitular Fabiano Caviquio
1ºSuplente Renan Balloni Rabelo
Fiscal:
1ºTitular Claudia R. dos Santos Prestes
2ºTitular Renan Neres de Campos Oliveira
3ºTitular Francisco Grazieldo da Silva Souza
1ºSuplente Ricardo Cavicchioli.
A Associação de Capoeira Regional irá funcionar com o suporte da escola de capoeira Filhos de Bimba e da Fundação Mestre Bimba que têm o apoio de Mestre Nenel e seus discípulos. “Nosso objetivo é somar o que é de nosso conhecimento a todos os amantes da Capoeira Reginal”, afirmou o professor Caverna, presidente da ABCR.
A associação foi fundada com trinta sócios, representantes das cidades de Limeira, São José do Rio Preto, Bady Bassitt, São Caetano do Sul, Ribeirão Preto e São Paulo.
Interessados em se associar a ABCR Mestre Bimba ou obter outras informações, devem entrar em contato com o Professor Caverna pelo telefone: (19) 9745-0953
Carta do Presidente da ABCR – Mestre Bimba
Você!
Sendo um Associado da ABCR – Mestre Bimba, estará fazendo parte de uma das mais fortes obras mundiais: A Filosofia Da Capoeira Regional.
Assim Contribuirá para a Perpetuação, Divulgação e Expansão do legado Cultural do Mestre Bimba.
O Sócio Contribuinte terá um suporte Metodológico, podendo com isso interar-se de recursos fantásticos, baseados na criação do Mestre Bimba! Abrindo caminhos para uma das metas da ABCR, a de conquistar espaços ainda não acessíveis ao mundo da Capoeira, Nossa Cultura!
Acreditando na seriedade de ser Regional, é que convido você, para ser parte integrante da Família ABCR – Mestre Bimba.
Ser Regional é uma Filosofia de Vida
Viver é saber Direcionar o seu caminho!
Paulo Henrique de Oliveira
Professor Caverna
Presidente da ABCR – Mestre Bimba
Para Mais Informações visite: http://abcrmbimba.blogspot.com/
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Capoeira/Crônicas da Capoeiragem
Author:Pedro Abib
A capoeira como expressão da cultura afro-brasileira é considerada por muitos também como arte. Uma manifestação que reúne tantos elementos estéticos como a música, as artes do corpo (dança, expressão corporal, acrobacia, etc…), a teatralidade, o artesanato, a pantomima entre outros, sem dúvida nenhuma reúne características suficientes para ser considerada uma atividade artística.
Como não reconhecer um verdadeiro artista, naquele capoeira que toca um berimbau com requinte e talento; naquele que canta com extrema afinação, expressando profundo sentimento através da voz; naquele que constrói os próprios instrumentos baseados nos conhecimentos passados de geração em geração; naquele capoeira que faz do seu corpo uma obra de arte e se transforma num virtuoso dançarino ao movimentar-se; ou ainda naquele que dramatiza com perfeição durante um jogo, cenas quase teatrais, que arrancam gargalhadas e aplausos da platéia ?
A arte busca, entre outras coisas, alcançar o belo, o deleite, o prazer, a reflexão, a sensualidade, a emoção, e encontra na capoeira uma interessante forma de expressão, que se baseia nos conhecimentos ancestrais e na tradição, construindo todo um universo de sentidos e significados que acabam, em última instância, atingindo muitos dos objetivos que uma atividade artística procura, seja para os capoeiristas que a praticam, seja para o público que a assiste.
Além disso, a capoeira é também retratada como tema de várias atividades artísticas. Na pintura, as obras de Carybé são a sua maior expressão, na fotografia, não há quem não admire o belo trabalho de Pierre Verger e na literatura, as obras de Jorge Amado descrevem com precisão cenas e personagens da capoeiragem de outrora. Mas também a capoeira é tema de uma grande quantidade de espetáculos de dança já há várias décadas. Tantas e tantas músicas do nosso cancioneiro popular falam da capoeira, e outras tantas peças de teatro, em muitas ocasiões já retrataram a capoeira direta ou indiretamente.
Porém de todas as artes, o cinema tem sido o que mais tem dado espaço para a capoeira. Temos uma grande quantidade de filmes que marcaram época e que retratam essa manifestação, seja como tema central ou como pano de fundo. Desde os clássicos “Veja o Brasil” (1948) de Alceu Maynard; “Vadiação” (1954) de Alexandre Robatto, “O Pagador de Promessas” (1962) de Anselmo Duarte, “Barravento” (1963) de Glauber Rocha, “Dança de Guerra” (1968) de Jair Moura, e “Jubiabá” (1984) de Nelson Pereira dos Santos, até os mais recentes “Pastinha, uma vida pela capoeira” (1998) de Toninho Muricy, “O Velho Capoeirista” (1999) de Pedro Abib, “A Capoeiragem na Bahia” (2001) de José Umberto; “Mandinga em Manhattan” (2004) de Lázaro Farias, “Leopoldina, a fina flor da malandragem” (2006) de Rose La Creta; “Mestre Bimba: a capoeira iluminada” (2007) de Luis Fernando Goulart; “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros capoeiras” (2008) de Pedro Abib e “Besouro: da capoeira nasce um herói” (2009) de João Daniel Tikhomiroff, só para citar alguns, pois atualmente, uma quantidade muito grande de documentários sobre capoeira têm sido produzidos. Até produções internacionais tem retratado a capoeira, como no caso dos filme norte-americanos “Besouro Preto” (2001), um documentário de Salim Hollins ou “Esporte Sangrento” (1993) de Sheldon Letich, se bem que esse último traz uma visão um tanto deturpada da nossa arte, como é de costume dos filmes comerciais feitos nos Estados Unidos, ao retratarem realidades que não fazem parte de sua cultura.
Por todas essas razões, sem nenhum receio, todo capoeirista pode se considerar também, um artista !!!
Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).
Texto Recomendado:
O pulador de facas da Praça Dante
A Ginga e a sabedoria do Capoeira: Antônio Martins usa de toda a sua mandinga e carisma para sobreviver...de praça em praça e utilizando os recursos adquiridos na escola da vida e na capoeiragem o baiano é mais um "Brasileiro" lutador e criativo!!! Luciano Milani
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Capoeira/Eventos - Agenda
Author:Pantanal News/FCMS
Campo Grande (MS) - A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul está com inscrições abertas para as aulas de capoeira estilo "capitães de areia" que serão ministradas pelo Mestre Zumbi. As aulas são direcionadas para pessoas a partir de 5 anos e tem início em 2 de março, sempre as terças, quartas e quintas-feiras com uma turma das 16h às 17h30min e outra das 17h30min às 18h45min no Centro Cultural José Octávio Guizzo. As aulas proporcionarão as crianças, jovens e adultos uma integração, induzindo conhecimento sobre uma arte genuinamente brasileira, oriunda de valores culturais afro-brasileiros, levando aos adeptos dessa cultura desportiva condicionamento físico, conhecimento cultural e controle emocional. A capoeira é música, poesia, festa, diversão e uma forma de luta, um fenômeno nacional, sendo a expressão de uma síntese de gestos e movimentos que caracterizam a herança cultural afro-brasileira, que teve inicio no período da escravidão, nas lutas de libertação dos negros e ao sofrimento e aspirações de um povo, desde o descobrimento do Brasil. “A capoeira além de esporte é cultura, é filosofia de vida para muitos, ensinando a quem prática a respeitar a história de um povo que ajudou a construir a história do Brasil”, explica o Mestre Zumbi. “Aprender capoeira, não é aprender a brigar, mas sim aprender a história de um povo que se expressou em movimentos físicos pela necessidade de liberdade: A liberdade de ser gente” finaliza Zumbi. Juarez Moraes Corrêa, conhecido como “Mestre Zumbi” iniciou a prática de capoeira em 1986 na Academia de Capoeira Conceição da Praia com o Mestre Mato Grosso em Campo Grande, formando-se em 1989 como professor e passou a mestre no ano de 2000. Participando então de projetos e eventos da Fundação de Cultura de Campo Grande (FUNDAC) e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), realizou inúmeras apresentações, palestras, cursos e rodas de capoeira em ruas, praças, escolas, universidades e teatros na capital e no interior de Mato Grosso do Sul. Zumbi participou também da gravação de 2 cds, de peças teatrais, é militante do Movimento Negro Sul-Mato-Grossense e foi membro do Conselho Estadual de Direitos do Negro. A mensalidade tem o valor de R$ 40,00. Mais informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio Guizzo, na rua 26 de agosto, 453 ou pelo telefone 3317-1795 de terça a sábado das 8h às 22h e domingo das 14h às 19h.
Fonte: Pantanal News/FCMS - http://www.pantanalnews.com.br/
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