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Literatura de Cordel - Zumbi e o quilombo de Palmares
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HISTÓRIA DE ZUMBI E OS QUILOMBOS DOS PALMARES Desde do princípio do mundo que existe escravidão e a África forneceu de negros grande porção todos vendidos no mundo pra aumentar a produção. Além de escravizarem os índios tão cruelmente e o pobre negro também pacífico e obediente que trabalhava obrigado ao chicote e à corrente. Os negros eram vendidos como qualquer animal pra trabalhar nos engenhos fazenda ou canavial para manter dos senhores a riqueza colossal. Negro não falava alto e não tinha garantia tinha somente o dever de trabalhar noite e dia sem sossego e sem descanso na maior selvageria. E ali não se indagava se eram seres humanos reinava o preconceito dos senhores desumanos que castigavam os escravos com castigos mais tiranos. Não acreditavam que escravo tinha coração separavam pais e filhos a irmã e o irmão sem a menor piedade sem dó e sem compaixão. Mas tudo tem seu limite e assim pôde chegar o momento que os negros não puderam suportar a dor e o sofrimento e começaram alarmar. Começaram dando gritos de revolta e ironia e na hora que encontravam facilidade fugia(m) internavam-se no mato durante a noite e o dia. Mas isso adiantava muito pouco aos escravos porque os seus senhores com os seus jagunços bravos traziam como se os pobres fizessem grandes agravos. Até que chegou o dia de um a um entender que uma só criatura nada podia fazer e muitas pessoas unidas lutando têm que vencer. Começaram fugir em grupos todos espertos e atentos fugiram para as florestas formavam agrupamentos pra ver se um dia acabavam com seus grandes sofrimentos. Destinados a todo custo enfrentarem uma desgraça e só por meio desse grupo é que resistiam à caça que os senhores faziam por vingança e por pirraça. A esses agrupamentos davam o nome de quilombos andavam juntos iguais a revoadas de pombos e quem enfrentava a eles saía de lá aos tombos. E houve muitos quilombos de Norte a Sul do Brasil tinha um mais resistente perigoso e mais sutil alcançou mais longa vida e heroismo a mais de mil. E mais de 50 anos este quilombo durou e durante este período o governador lutou junto aos fazendeiros e nada disto adiantou. Por mais de 30 quilombos o Palmares era formado medindo umas 30 léguas de matas por todo lado com cerca de 30 mil pessoas era habitado. Palmares tinha seus reis um rei pra cada cidade mas havia o rei dos reis Gangazumba na verdade esse vivia em Macacos capital da majestade. Cercado dos seus ministros que lhe davam bons conselhos pra falar com Gangazumba só se falava de joelhos um homem de pele preta de sangue e olhos vermelhos. Em Palmares havia leis com ordens e disciplina um exército fortificado pra não cair em ruína e quando morria um chefe outro assumia a rotina. Veio muitos lutadores no tempo dos holandeses e os negros combatiam fazendeiros portugueses nas armadilhas dos negros os brancos eram fregueses. Durante uns 50 anos houve muita guerra fria negros não tinham sossego enfrentando rebeldia em busca da liberdade lutavam de noite e dia. Veio Domingo[s] Jorge Velho e também Gomes Carrilho enviado dos holandeses seguindo do bosque o trilho os escravos brigavam unidos tio, sobrinho, pai e filho. 1655 data de muita esperança quando os escravos lutavam sem ter ódio e sem vingança a fim duma liberdade que quem luta sempre alcança. Todos escravos lutavam sem se arredarem dali dizendo ao inimigo se for forte venha aqui e nesse ano nasceu o futuro chefe Zumbi. Num dos 20 mocambos daquela localidade do quilombo dos Palmares terra da Felicidade nasceu Zumbi a esperança de toda comunidade. Comunidades quilombolas cobertas de matagal desde a Serra da Barriga à zona do litoral até próximo a Garanhuns sofriam do mesmo mal. Nesse ano ali chegou uma grande expedição mandada contra Palmares com armas e munição para vencer os escravos ou lhes dá voz de prisão. Mas não puderam vencer aquela luta renhida prenderam entre outra presa uma cria recém-nascida era o garoto Zumbi no primeiro ano de vida. Por incrível que pareça este garoto foi salvo por um expedicionário um soldado alto e alvo que trouxe o menino e deu ao padre de Porto Calvo. E o padre que era humano de bondoso coração dispensou ao pretinho uma amorosa afeição foi criando e foi-lhe dando cuidadosa instrução. Para ser religioso se dedicou sem porém aprendeu bem o Latim e o Portuguës também e muitas outras matérias pra ser um homem de bem. Com 15 anos de idade o Zumbi abandonou ao padre de Porto Calvo para Palmares voltou e foi legalmente livre de alegre ele vibrou. A sua ascensão política veio na flor da idade assumiu a direção de uma comunidade denominada mocambo Zumbi foi autoridade. Zumbi com 15 anos ainda quase menino recebeu um grande posto por capricho do destino e ficou sendo o maioral do estado palmarino. Ele era o chefe máximo em cima daquela serra era o grande comandante feito o ministro da guerra pra defender sua pele sua gente e sua terra. Nesse tempo houve uma série de derrotas militares o prestígio de Gangazumba abalou por todos lares e Zumbi foi nomeado comandante dos Palmares. Naquele mesmo tempo Zumba foi assassinado pelas mãos de seus ministros isto assim foi comprovado e Zumbi assumiu o posto que Zumba havia deixado. Com a morte de Gangazumba as pazes foram frustradas com o poder colonial e Zumbi sempre às caladas planejava uma guerra com o povo de mãos armadas. E Zumbi logo tornou-se um "revolucionário" formou uma ditadura executou os falsários os aliados de Ganga que lhe seriam contrários. Fortificou os principais mocambos destes lugares transferiu populações com seus planos militares e 10 anos moveu guerra no quiombo dos Palmares. Essa guerra era implacável ao poder colonial Zumbi era o comandante com sua força brutal em busca da liberdade para seu povo em geral. Atraiu o inimigo com sua força sensata e levou as suas tropas para a Zona da Mata e os negros ali faziam verdadeiro mata-mata. E faziam nas fazendas uma rápida invasão com suas tropas armadas e levou à perfeição a tática de Gangazumba para ser mais valentão. Ele se valia das manobras e emboscadas fazia espionagens aparições inesperadas e com isso todas tropas inimigas eram lesadas. Zumbi enfrentava a luta sem desânimo nem fadiga findou atraindo as tropas para Serra da Barriga a capital fortificada contra as forças inimigas. E ali enfrentou mais forte a força colonialista que era irregular comandada pelo paulista Domingos Jorge Velho que não saía da pista. Domingos Jorge que veio junto a seus militares infligir uma derrota lutando junto a seus pares previa ver uma queda definitiva em Palmares. Palmares era protegido por uma forte barreira uma muralha segura de pedra, barro, madeira e nem um tropa inimiga rompia aquela trincheira. Jorge Velho descobriu que a muralha era cercada por valados e estrepes não permitindo a entrada e foi procurar um meio pra fazer sua cilada. E assim aconteceu numa noite de neblina ele achou a solução pra sua fúria ferina levantando outra muralha pra ver a carnificina. Levantou a contramuralha feita em diagonal que esta lhe protegesse do fogo do seu rival na madrugada atacou com o seu bando infernal. Ele atacou com as armas com o ódio e a vingança nos combatentes palmarinos ele fez grande matança matou também as mulheres animais, velho e criança. Zumbi tentou escapar num valado descoberto e Deus protegeu a ele dando-lhe o caminho certo quando morreu encontrou o caminho do céu aberto. E Domingos Jorge Velho o diabo carregou botou ele nas profundas nunca mais ele voltou o branco ruim foi ao inferno o preto bom se salvou. O Estado palmarino desta vez foi destruído vamos dá viva a Zumbi o herói preto e querido que viveu sempre em guerra pra ver seu povo abolido. Agora falo no índio que primeiro habitou a terra a terra pertence a ele mas seus direitos se encerra e para ele viver hoje é preciso fazer guerra. Índio não tem egoísmo nem luxo nem vaidade ele precisa viver na sua propriedade e não viver como escravo sem calma e sem liberdade. Quando o índio está sofrendo nem um branco lhe socorre nas armas dos brancos ricos sempre um pobre índio morre enquanto o sangue do índio na veia do branco corre. Zumbi morreu sendo herói recordista Brasileiro venceu 40 batalhas no tempo do cativeiro e seu nome se registrou na bola do mundo inteiro. O índio vive na terra honesto a sua pureza não tem maldade consigo mas vive na incerteza lutando pelo que é seu dado pela natureza. Assim como o negro um dia recebeu a liberdade vamos deixar que o índio viva em paz e à vontade que ele é um ser humano sem ter ódio e sem maldade. Aqui eu termino os versos de Zumbi o veterano que enfrentou o exército do governo pernambucano e hoje é considerado o herói alagoano. Resta saber quem me ajuda neste livro que escrevi contando as fortes batalhas do nosso herói Zumbi que se fosse vivo hoje estava com nós aqui. (Em O cordel; testemunha da história do Brasil. Rio de Janeiro, Fundação Casa de Rui Barbosa, 1987. Literatura popular em verso, antologia – nova série, 2) Leia Mais - Artigos Relatados:
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