Retomemos ao intuito da explanação...
É justo criticar o capoeirista que cobra alguma quantia para ensinar o que sabe sobre a Capoeira? E quanto a forma comercial explorada por vendas de artigos e instrumentos comercializados ( às vezes de forma abusiva ) relativos à Capoeira? Resposta aparentemente simples, mas que ainda acende fogueiras de revolta e falso moralismo no universo capoeirístico.
Particularmente, nada contra. Mas condeno os abusos! E o faço de forma impetuosa!
Os exemplos falam por si só... vez ou outra nos deparamos com casos de Mestres que, “em nome da expansão e divulgação da nossa arte-capoeira brasileira” enchem os bolsos de euros e dólares em terras do velho mundo na maior cara de pau e ainda fazem chacotas com quem ficou nesses lados tupiniquins fazendo projetos sociais voluntários.
Acho que a questão é bem mais complexa. Envolve caráter, valores e princípios. Vai além de esperteza e malandragem de um capoeira. E isso fica a critério de cada um. Não dá para medir o que um ser humano pode chegar quando não possui vergonha ou escrúpulos.
Disso, tem-se um fato confortante: sabemos que estes indivíduos aproveitadores nunca participarão do rol grandioso onde apenas os verdadeiros Mestres de Capoeira terão os nomes imortalizados.
A dose é o que diferencia o veneno de um remédio. E é bom que esses falsos capoeiras saibam dessa máxima, que mais cedo ou mais tarde, acabarão por serem atingidos.
“... quem não conhece Capoeira, não pode dá o ser valor!...”
Abraços, camaradas!