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Mestre Gilvan e a "Capoterapia" PDF
 
Escrito por: Luciano Milani,em:12-02-2005 20:56
Acessos: 2152    
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ImageA CAPOTERAPIA é uma terapia utilizando o lúdico da capoeira, idealizado pelo Mestre Gilvan. em Brasilia DF Devido ao sedentarismo dos grandes centros, aliado às doenças cardiovasculares e respiratórias, ser o grande responsável pela mortalidade entre os mais vividos. Doenças como a arteriosclerose e a artrite, entre outras, podem ser evitadas, ou mesmo tratadas, a partir da prática orientada de exercícios físicos. A prática de esportes, com ênfase nos seus aspectos terapêuticos e de estímulo à prática socializante, tem se revelado como um poderoso instrumento para proporcionar o bem estar físico e espiritual e a própria felicidade aos idosos, num momento tão particular de suas vidas, onde o convívio familiar lhes impõe um certo isolamento natural. A capoeira, em particular, trabalhada na perspectiva de respeitar as condições físicas próprias da terceira idade, pode se converter num eficaz meio de valorização da vida social dos idosos, fazendo do seu ambiente um pólo catalisador e irradiador de cidadania. Período de implementação da Capoterapia: O Projeto Capoeira para Terceira Idade nasceu em 1998, através do Projeto “Capoeira para Todos”, adaptando-se os movimentos da modalidade esportiva e musical (capoeira) para a Capoterapia. Nestes seis anos vem se expandindo pelas cidades de Ceilândia, Taguatinga e através de Oficinas, em outras cidades do Distrito Federal e entorno. “Saúde não é tudo, mas tudo não é nada sem saúde. (Schopenhaver).
Para compreendermos o significado da Capoterapia é muito importante conhecermos as suas raízes históricas, vinculadas à capoeira.
No período da colonização do Brasil pelos portugueses inicia-se o tráfico de escravos para a América. Os negros eram aprisionados na áfrica, trazidos e vendidos aos fazendeiros que os submetiam ao trabalho na lavoura e em outros serviços braçais. O sistema escravagista condicionava os negros a relegar sua cultura a segundo plano devido a repressão de seus senhores e das instituições de poder (político e religioso) da época, que o considerava um animal de trabalho e sem alma. Porém, esta situação desumana a que foi submetido o negro, não foi suficiente para suplantar sua condição de ser humano com corpo e alma, marcados pelo sentimento de liberdade e não submissão.
A capoeira nasce neste período, baseado em costumes e tradições africanas como a musicalidade, instrumentos musicais de percussão, movimentos físicos de ginga, golpes ofensivos e defensivos, cantos, palmas, desenvolvendo elementos de luta, diversão e preservação do legado cultural dos negros.
Nos seus 500 anos de história a capoeira e o capoeirista foram perseguidos, considerados marginais e vigiados de perto pela polícia. Atualmente a capoeira não mais representa a imagem negativa de tempos passados graça  ao criador do primeiro Método de Ensino de Capoeira idealizado por Manuel dos Reis Machado- Mestre Bimba (1900 – 1974).
Outro passo importante na institucionalização da capoeira como esporte e arte marcial foi sua inclusão nas escolas e universidades. Muitos  cursos de Educação Física em todo país tem a capoeira como matéria curricular, o que faz com que os professores nelas formados, tenham noção das possibilidades desta luta no tocante ao desenvolvimento maior da preparação física. Nessa trajetória é importante destacar que, de 1985 a 1990 a capoeira passou a fazer parte dos jogos Escolares Brasileiros JEB`S, a mais importante competição esportiva do gênero no Brasil.
A capoeira tem provado sua importância e seu peso histórico na cultura brasileira, uma vez que foi reconhecida na Constituição Federal de 1988 como sendo um esporte/ luta  que possui intersecções importantes com raízes históricas, sociais, filosóficas, políticas e culturais do povo brasileiro e integra, por tais motivos, o Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
Sua prática tem se propagado pelo mundo em países como Estados Unidos, Canadá, Japão, Portugal, França, Alemanha, e tantos outros. Seu mais recente  e maior reconhecimento ocorreu por parte do Comitê Olímpico Brasileiro e o Comitê Olímpico Internacional.
É a única modalidade esportiva musical do planeta. Talvez por isso seja tão persuasiva. Haja  visto  que a musicalidade é uma manifestação natural do ser humano.
Portanto é de fácil assimilação, o que possibilita a conquista de tantos adeptos no mundo inteiro, aumentando a cada instante sua legião de admiradores e praticantes.
Não há nada que tenha mais a cara deste país do que a capoeira. Ela é a pura ginástica brasileira, estruturada na história escravista, escrita com sangue e suor, e promovida como arte marcial, esporte, desporto e luta.
 
"O impossível é apenas mais um desafio" Mestre Gilvan

Gostaria de agradecer o Mestre Gilvan, pelo contato e pelo envio do material, puplicado no site.

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Última Atualização:: 13-02-2005 01:47

Publicado em: :Capoeira ,NOTÍCIAS - ATUALIDADES - Notícias e atualidades da capoeira
Keys/Tags: :Capoeira, Notícias, Mestre Gilvan e a "Capoterapia"
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Comentários(7)RSS feed dos comentários
Postado por: Waldimiro de Souza, em: 31-07-2007 03:31, IP 201.11.139.77, Visitante
1. O negro no Brasil 1980
parabens pelo seu trabalho, envio o blog leia, comente, divulge. 
 
http:// onegronobrasil1980.blogspot.co m/
 
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Postado por: Waldimro de Souza, em: 23-11-2007 02:10, IP 201.67.57.228, Visitante
2. homenagem ao dia da consciencia negra
Nota do Senador João Durval (PDT-BA) em homenagem ao dia da consciencia negra. 
"A figura do baiano Milton Santos lhe vem à mente, quando o assunto é consciencia negra. A data é comemorada hoje porque foi o dia da morte de Zumbi, líder do Quilombo de Palmares, em 1665 e se destaca porque contrapõe-se ao 13 de maio- data da abolição da escravatura - contestada pelas comunidades negras que acabaram marginalizadas pelo ato abolicionista. Milton Santos também é um contraponto ao negro oprimido, pois foi um dos baianos mais importantes da história. 
Nascido em Brotas de Macaúba, em 1926, foi um geografo e "livre pesquisador" brasileiro. Considerado um homem afável, fino e discreto, ainda combativo, foi doutor honoris causa em vários paises do mundo. Foi o único brasileiro a ganhar o Nobel, na verdade premio Vautrin Lud. Escreveu cerca de 40 livros e é hojre, talvez, o brasileiro mais homenageado internacionalmente, excluindo-se outro negro: Pelé. Ao morrer, no ano de 2001, depois de ensinar em vários países, exilado que foi pela revolução de 64, Santos era titular da cadeira de Filosofia e Ciencias Humanas da USP. 
Eu não poderia deixar de Prestar esta homenagem a um baiano excepcional e, na figura dele, ao povo negro que povoou e fez a historia na Bahia. A qualidade de intelectual do Milton Santos demonstra bem que o negro pode e deve buscar seu espaço na cultura brasileira.
 
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Postado por: Artur, em: 29-11-2007 20:54, IP 200.163.4.76, Visitante
3. ...
A condição de negro 
 
“O fato de eu ser negro e a exclusão correspondente acabam por me conduzir à condição de permanente vigília.” Esse depoimento de Milton Santos evidencia a sua consciência em relação à questão do preconceito e da discriminação que sofreram os negros no Brasil. Não participava de movimentos ligados à sua causa, uma questão de coerência com aquilo que ele dizia ser fundamental para um intelectual: a independência. “Não sou militante de coisa nenhuma. Essa idéia de intelectual, apreendida com Sartre, de uma independência total, distanciou-me de toda forma de militância”, declarou. 
 
Descendente de escravos que foram emancipados antes da abolição da escravatura no país, Milton Santos enfrentou quando jovem diversas manifestações de racismo. Desistiu de cursar Engenharia, entre outros motivos, quando o alertaram que havia resistência aos negros na Escola Politécnica. Em outra ocasião, foi convencido por colegas a não se candidatar ao cargo de presidente da Associação dos Estudantes Secundários da Bahia. O argumento usado por eles foi de que, como negro, ele não teria acesso ao diálogo com as autoridades. 
 
Mesmo assim, continuou sua trajetória no meio acadêmico e hoje, pela sua relevância como intelectual, tornou-se referência para o movimento negro. “Não porque ele militava, ele era um acadêmico, mas pelo debate que fazia sobre inclusão. E também por não esquecer suas origens, apesar de ter se consagrado como um dos mais importantes intelectuais do mundo”, aponta o geógrafo João Raimundo de Souza, a propósito de uma homenagem feita pela Universidade de Campinas (Unicamp) a Milton Santos. 
 
Fonte: Revista Fórum, 56, ano 6, novembro de 2007, páginas 10 e 11, por Glauco Faria.
 
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Postado por: waldimiro de Souza, em: 14-12-2007 22:16, IP 201.67.29.25, Visitante
4. O Negro no Brasil Atual (1980)
Eliecim Figueiredo 
Ruralista – Mansidão – BA 
 
 
Na história da humanidade, o negro sempre sofreu e sofre com a discriminação. Não existe um indivíduo negro que não relate fatos desta natureza. É intolerável que neste, nosso Brasil, ainda se conviva com estas atitudes. 
A população é composta em sua maioria de negros, mulatos e mestiços. Há discriminação em toda parte, nos comentários mais variados e intencionais, tais como: ‘negro parado é suspeito, correndo é bandido’, ‘negro quando não suja na entrada, suja na saída’, e tantos outros ditos maldosos, agressivos e depreciativos da dignidade de qualquer ser. 
Para que o negro conquistasse respeito como cidadão, foi necessário instituir lei, com penas duras previstas no código penal. Lei instituída como crime inafiançável. A lei impôs penas severas, para quem não cumprir. Para um assunto que devia ser natural na convivência entre pessoas da mesma espécie, isto é, tratamento igualitário com deveres e oportunidades iguais para todos. 
 
 
O Negro no mercado de Trabalho 
As estatísticas mostram que os negros sempre ocupam cargos subalternos e em cargos mais qualificados, ocupando as mesmas funções, são mal remunerados. Ao alcançar cargos importantes tem que mostrar capacidade e muita competência. Mesmo revelando ser capaz , são questionados por chefiar equipes e liderar pessoas. A vida do negro não é fácil 
 
 
O Negro na Escola Formal 
De passado recente, o governo federal instituiu cotas de acesso aos afrodescendentes nas universidades. Lei (esta) que é questionado por alguns seguimentos da sociedade. Dizem que a lei é paternalista, entretanto, o negro tem dificuldades de toda sorte. Condição financeira para estudar na escola privada de melhor qualidade, ele não possui. Tem que usar a escola pública, com raras exceções sucateadas. Sendo assim, o aluno negro não esta preparado como os demais, portanto, concorre em desigualdade. 
 
 
O negro não é menos capaz ou menos inteligente. Ofereça oportunidades iguais, mas, iguais mesmo, que mostrará ser sábio em vários seguimentos do conhecimento humano. 
Não é choramingar. É relatar fatos que incomodam. Temos necessidades urgentes de acabar de vez com a discriminação em qualquer situação que seja. 
 
PS: Louve-se a oportunidade que é dada por Waldimiro de Souza em seu blog livre. Parabéns Waldimiro. 
onegronobrasil1980.blogspot.co m
 
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Postado por: Waldimiro de Souza, em: 04-02-2008 06:30, IP 200.140.128.5, Visitante
5. O Negro no Brasil Atual (1980)
BR 020, inicio em 56 com Presidente JK, no total 52 anos dos trechos Riachão das Neves/BA e Pícos/PI não concluídos (obra parada). Encaminhei ao presidente da Republica, Lula, várias correspondências solicitando providencias do seu Governo com relação a esse trecho da BR 020. Em reposta o Ministério dos Transportes na carta Nº 020/GM/MT datada 25 de janeiro de 2008: 
 
“Por incumbência do senhor ministro dos transportes, Alfredo Nascimento, reporto-me a sua correspondência de 16 de julho de 2007, para encaminhar a Vossa Senhoria o Oficio Nº 82/2008/DG, do Departamento de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT, de 18 de janeiro de 2008, contendo esclarecimentos sobre o assunto em epígrafe. 
Cabe esclarecer que, dentro da área de competência desta pasta, o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT, nos termos do disposto da lei Nº 10/233/2001, é a entidade que administra a infra-estrutura do Sistema Federal de Viação constituída pelas vias navegáveis; ferrovias e rodovias federais; instalações e vias de transbordo e de interface modal e instalações portuárias. ‘’  
 
DNIT, Processo nº 50600.003871/2006-98 
 
“Em atenção às reiteradas solicitações do Sr. Waldimiro de Souza, desta vez dirigida ao Sr. Presidente da Republica, onde o missivista pleiteia o reinicio das obras da BR 020/BA/PI, entre Riachão das Neves/BA e Picos/PI, apresentamos as seguintes informações: 
• A CGPLAN, informa que iniciou, por meio do processo n º 50600.002238/2007-06, os procedimentos preliminares, visando à licitação dos estudos de viabilidade de construção da BR 020/BA/PI, conforme demonstrado no quadro de fls. 48. 
• Antecipando a esta providencia, a SR/PI, publicou e licitou, através de tomada de preço, a seleção da empresa para elaboração da Avaliação Econômica do projeto de construção da BR 020/PI, subtrecho Div. BA/PI – Coronel José Dias, segmento Km 0,0 – Km 55,0. 
• Nos segmentos existentes, o DNIT está providenciando a manutenção da rodovia, de forma a continuar sua trafegabilidade. 
• Há que se esclarecer que as obras pleiteadas não constam dos programas prioritários do Governo Federal, estando esta DPP procedendo as providencias para elaboração dos estudos de viabilidade, com vistas a ser verificada a possibilidade de sua execução, tendo em vista os altos investimentos a serem realizados.”
 
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Postado por: Waldimiro de Souza, em: 25-02-2008 08:08, IP 201.11.139.120, Visitante
6. O Negro no Brasil Atual (1980)
José Carlos Neto comunidade de Santo Antonio do Guaporé 
 
A comunidade teve origem em 1786 chegaram os 4 primeiros negros fugidos, que eram dirigidos pelo meu tetravô e viveram 24 anos, só os 4 naquela localidade, mas antes eles viviam as margens do rio... afluente do rio Guaporé, só que lá eles seriam presas fáceis dos caçadores de escravos fugitivos, ai eles vieram pra onde existe a comunidade hoje. Posteriormente eles conseguiram voltar e trazerem mulheres, daí eles foram constituindo família. O primeiro sepultamento ocorrido na nossa comunidade tem registro de 1800, temos a lapide lá até hoje, não temos registro nela, mas registro dos nosso antepassados que passaram até hoje. Nós achávamos que titulo definitivo da terra era respeitar a natureza e viver em paz com ela, o sustento tiramos tudo dela, agente respeita o meio ambiente e a natureza. No ano de 1985, criaram a reserva biológica do Guaporé com 603 mil hectares, sem fazer um levantamento antropológico pra saber se vivia já pessoas vivendo naquela área. Aí o IBAMA, antigo IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal), chegou nas nossas casas e até faca de mesa eles tomaram falando que era arma, fizeram pressão física, terrorismo psicológico. Quando o IBDF chegou na comunidade nos éramos 486 negros em 1985 quando chegaram os primeiro funcionários. Eles começaram a fazer todo esse terrorismo e proibiram a nossa comunidade até de criar pato e galinha, porque segundo eles agredia o meio ambiente, foram expulsando alguns moradores. Em 1999 nos éramos apenas 62 negros, a maioria era adulto e criança e os outros tinham engrossado as estatísticas do lixão, da cadeia e do cemitério. Foi quando no dia 3 de julho de 99, esse restante resolveu agir, pois ou agente fazia alguma coisa pra se defender ou agente era riscado do mapa. Nesse dia nos fundamos a ecovale (Associação comunitária ecológica do vale do Guaporé). No dia 11 de agosto de 2004, quando recebemos o certificado de auto reconhecimento como comunidade remanescente de quilombo, acrescentamos quilombola ai ficou Associação comunitária quilombola e ecológica do vale do Guaporé. Com isso nos fomos conquistando alguma coisa e eu vi que aquilo não deveria ser só pra minha comunidade, porque em todas as comunidades negras do vale do Guaporé eu tenho parentes. Então eu fui buscar também o auto reconhecimento dos demais, hoje nos somos 7 comunidades reconhecidas e mais 2 em fase de reconhecimento. A ecovale é hoje a coordenação estadual dessas comunidades e travamos essa luta até hoje contra o INCRA, o IBAMA. Hoje temos um alento que é o superintendente do IBAMA que é o nosso maior parceiro. Teve um Juiz, que não conhece nada de geografia nem de comunidades tradicionais, que deu ordem de despejo pra gente. A Policia Militar que ia cumprir essa ordem, então fomos atrás de alguma entidade nacional que era a única que poderia impedir, conseguimos contato com o superintendente do IBAMA que acabou com esse despejo. Hoje já conseguimos algumas coisas na SEPPIR, no ministério do meio ambiente, fundação cultural palmares, governo do Estado de Rondônia, além disso, aliado a todo o envolvimento da comunidade de Santo Antonio temos um trabalho de preservação do rio Guaporé e das espécies que usam as praias do Guaporé pra se procriar, por exemplo, de 2008 nos vamos devolver a natureza um filhote de tartaruga número 1 milhão, esses são trabalhos que a ecovale vem desenvolvendo, já fomos tema do globo repórter duas vezes. 1 de dezembro agora estará sendo lançado um filme sobre a historia da comunidade quilombola de Santo Antonio do Guaporé, produzido pela RW. A Petrobras patrocina o trabalho ambiental que a ecovale desenvolve e agente também faz um trabalho de educação ambiental. 
A nossa identidade agente já tinha no sangue, porque o avô, o bisavô, eles contavam historias e falavam dos quilombos pra gente. Nos não sabíamos onde chegar pra declarar que nos éramos quilombolas e que gostaríamos de ser respeitados como tal. Quando agente teve acesso a fundação palmares, foi um trampolim muito fácil, porque já tínhamos isso no sangue, a resistência, inclusive na nossa comunidade ainda temos algumas palavras que eram do dialeto quilombola, do banto. Um historiador ajudando a descobrir nossas raízes, descobriu que nossos ancestrais eram da Angola. Todas as comunidades tem consciência da nossa historia, de onde viemos, o que somos, no vale do Guaporé não teve esse problema. A única coisa que agente lamenta é que 3 quilombos daqui foram exterminados o piolho, guaritere, Joaquin tele. Agora nos vamos tentar reconstituir a historia dessas três comunidades que foram extintas por violência no campo. Hoje depois do nosso certificado de auto reconhecimento a comunidade aqui deu um crescimento para 108, alguns retornaram. A ecovale tem um registro dos quilombolas se casaram, se tem filhos e se saíram da comunidade. Grande quantidade desses que saíram estão esperando a titularidade da terra sair, porque eles tem medo de voltar e serem expulsos de novo. 
A ecovale nasceu dentro da comunidade do santo Antonio de depois acabou virando coordenação estadual e dentro de cada comunidade formou-se uma associação ligada a ecovale. 
A interação com as outras entidades quilombolas do Brasil é excelente, mas há a falta de recursos. A interação se dá mais quando há encontros promovidos pela Palmares, SEPPIR, MMA. Inclusive hoje eu faço parte da CONAQ, é extremamente importante e é onde estamos conseguindo desenvolvimento não só pra minha comunidade, mas pra outros estados do Brasil também. 
Todas as comunidade quilombolas tem os mesmos anseios, as mesmas dificuldades, os mesmos problemas e a mesma esperança, mesma força de vontade de lutar por uma coisa que nos herdamos. A paciência, a perseverança e a garra nos herdamos, a resistência e é por isso que nos estamos conseguindo sobreviver até hoje. As comunidade do Guaporé tem as diferenças devido a localização geográfica, a maioria é por acesso fluvial. Hoje nos já temos duas que o acesso é de carro, mas em péssimas condições. Somente durante 4 meses do ano que nos conseguimos chegar por essas estradas. As grandes esperanças das nossa comunidades está baseada nesses encontros com outros povos quilombolas, onde trocamos muitas experiências e tentamos buscar soluções comuns para todas as comunidades, que tem problemas muito parecidos. 
Agente tem que fazer uma mobilização pra tentar conscientizar as autoridades de que nos existimos e de que nos estamos sendo massacrados pelo sistema. Agente não pode generalizar porque também existem muitas autoridades que são nossos parceiros.
 
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Postado por: O Negro no Brasil Atual (1980), em: 08-04-2008 23:10, IP 200.193.235.254, Visitante
7. Paz e Harmonia
Ao Excelentíssimo presidente Lula, saudações de muita paz e harmonia no seu governo. Este blog O Negro no Brasil Atual (1980), que tem uma participação de grande maioria dos seus eleitores. Vamos lembrar que a mãe preta que amamentava os filhos dos senhores de escravos, e seus próprios ficavam subnutridos, há de se lembrar que isso é um exemplo de dignidade, humildade e de extrema virtude e de doação do seu próprio leite que representa uma aliança de sangue. Posto isso sugerimos que o seu governo não destrua a imagem da mulher negra, chama o seu ministro da igualdade racial, ministro Edson Santos (SEPIR), para uma reconciliação e entendimento com a CONAQ em vez de uma nota de repúdio seja um exemplo de zumbi, “conviver em harmonia com todos os segmentos da sociedade de amor a vida e vivificá-la”. A demissão de Givânia teve a uma nota de protesto e solidariedade dos quilombolas pela sua representação de confederação, com muita humildade. Esse blog solicita essa gestão administrativa no seu governo, pela vossa experiência de sindicalistas (que é o entendimento). Paz e harmonia. 
Waldimiro de Souza 
http:// onegronobrasil1980.blogspot.co m 
Nota de Repúdio pela exoneração da companheira Givânia Maria Silva, Subsecretária da SUBCOM/SEPPIR. 
Leiam e repassem. 
Ats, 
Ronaldo dos Santos 
Coord. Execut. CONAQ 
 
Rio de Janeiro, 04 de abril de 2008. 
NOTA DE REPÚDIO 
 
A CONAQ – Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas vem através desta, externar sua indignação e seu repúdio contra a atitude desrespeitosa do Sr. Ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, que anunciou nesta quarta-feira (03/04) a exoneração da Sra. Givânia Maria Silva, Subsecretária da Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SUBCOM/SEPPIR ), desconsiderando todo diálogo feito com essa Coordenação em audiência realizada no dia 04 de março do corrente ano. 
É fundamental apresentarmos um resgate histórico sobre a presença da Sra. Givânia Maria da Silva à frente da SUBCOM/SEPPIR. Givânia representava nessa pasta o espaço institucionalizado de diálogo do movimento quilombola, representado pela CONAQ e pelas várias Coordenações, Associações e Federações Estaduais de Quilombos existentes nas diversas regiões do país. 
Para muito além de representar um cargo, a vinda de Givânia Silva a esse posto se deu a partir de um objetivo mais amplo que foi o de fortalecer e consolidar as políticas públicas voltadas às comunidades quilombolas a partir das demandas e do diálogo estreito com os próprios sujeitos dessa política, ou seja, com as comunidades quilombolas. Ressaltamos, ainda, que essa construção dialogou com a importância dada a essa política como pilar central desta Secretaria Especial. 
A decisão tomada pelo Sr. Ministro, nessa quarta-feira não respeitou também o calendário eleitoral. Como é de conhecimento público, a companheira Gi
 
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