Evento reuniu representantes de vários países durante uma semana


“Aqueça o corpo, não aqueça o planeta/ esquente o pé, não esfrie a cabeça”, entoavam centenas de capoeiristas, ontem, em plena Avenida Oceânica, sob o sol da manhã e os sons do berimbau e pandeiro. Na festa de encerramento do Festival Internacional de Arte Capoeira – VI Jogos Mundiais 2007, a “mandinga” demonstrou preocupação com a questão ambiental do planeta, principalmente o aquecimento global.

Depois de um “aulão” de capoeira, com os principais movimentos da dança-luta, comandada pelo mestre Camisa, fundador do grupo de Capoeira Abadá – com sedes espalhadas por todo o Brasil e outros países –, capoeiristas brasileiros e estrangeiros fizeram uma coreografia com movimentos de capoeira e desenharam com o corpo, na orla da Barra, a palavra “Aquecimento”, como forma de chamar atenção das pessoas sobre o tema.

“A capoeira tem uma natureza social. Ela nasce como um movimento social e, até hoje, além da inclusão social, também se engaja em questões mais amplas, como é o caso da saúde do planeta. Nós nos preocupamos com o planeta”, disse mestre Camisa, cujo nome é José Tadeu Carneiro, 52 anos, soteropolitano radicado no Rio de Janeiro há 35 anos.

Só com apoio dos governos locais, mas sem patrocínio consistente, o Festival Internacional de Capoeira, orçado em
R$ 350 mil, reuniu mais de 800 estrangeiros (entre competidores e visitantes) de 32 países e centenas de brasileiros.