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A competição, que vem sendo realizada anualmente desde 1999, tem entre seus objetivos a divulgação e fomento da prática da Capoeira no Estado do Pará. A Federação, apesar das dificuldades, tem cumprido seu papel. Pelo menos é o que indica o número de participantes: nove associações representadas por 180 atletas cobrindo todas as fases da vida, das categorias mirim até terceira idade, segundo informou o Formado Ivan “Bareta”, Vice-Presidente da Entidade.
Os campeonatos anuais da FEPAC são bastante apreciados pelos praticantes. Não há impedimento algum à participação, exceto quanto a exigência de que o grupo esteja devidamente legalizado e se apresente com seus atletas e técnicos.
Quem mais ganhou com o campeonato este ano foram as pessoas que compõem as nove Associações participantes:
• Vitória Régia
• Rei
• Luta Nossa
• Zambo
• Ginga Pará
• Pará Capoeira
• Berimbau Brasil
• Helena Coutinho
• Guerreiros da Libertação
Essas associações possuem em seus quadros vários campeões brasileiros, atletas muito experientes e árbitros que vêm participando dos eventos da Confederação Brasileira de Capoeira – CBC desde 1998.
Isto somado à experiência local agrega valor social à Capoeira paraense e promove o reconhecimento dela como importante elemento de formação humana. Tal benefício se estende a todos os praticantes de Capoeira do Pará, mesmo aos não filiados.
Considerado hoje o Mestre da Capoeira Angola do Pará, Mestre Bezerra, que também é fundador, árbitro da Federação e vice-campeão brasileiro master da CBC, não pode atuar este ano no Paraense por que estava se preparando para viagem a Salvador onde participaria do ato de registro da Capoeira como Patrimônio Cultural do Brasil.
É de se acreditar, pelo visto, que a capoeiragem paraense está preparada para os desafios que estão postos à Capoeira moderna, seja no campo da organização e prática desportiva, seja no da preservação dessa jóia da cultura brasileira.
A galera do Pará tem muito axé!
(fotos por Fernando Rabelo)

Comentários (2)
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|189.82.71.xxx |2008-08-05 00:22:35 CINCINATO PALMAS AZEVEDO - Ainda o "troféu" Gratidão...Vejo com prazer nesse postado do amigo FERNANDO RABELO senão a evolução (em quantidade) da Capoeira em Belém, com certeza um progresso na qualidade, na organização formal dela.
Lhes falta somente um reconhecimento OFICIAL por parte do mundo espórtivo belemense (ou paraense, como queiram) traduzido na presença dela no programa de apoio aos atletas, da Fundação ORM, do jornal O LIBERAL. Sugestão minha ao Fernando no primeiro ano do Troféu RÔMULO MAIORANA, acontecido bem em frente a àcademia onde lecionava taichi chuan e Capoeira, isto em 1995.
Quanto à "gratidões" sugeridas por meu irmão gêmeo, eu as dispenso. Apenas gostaria de contar nestas páginas um pouco do muito que foi nossa luta (entre 1987 e 93) para divulgar a Capoeira enquanto ARTE E CULTURA antes de esporte ou luta e do combate e/ou desprezo ferrenhos que enfretamos (até de capoeiristas locais) que tratavam a prática como COISA DE BAHIANO, folclore alienígena, arte "de fora" RECUSADA ATÉ POR ESCOLAS PÚBLICAS, nas quais tetamos levar uma exposição que chegou a ter 50 posters grandes.
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O Centro Cultural de Capoeira (que criamos para divulgar a parte Cultural da Arte) foi só Bandalheira, Safadeza e Picaretagem!
Voçes estão na Lama que voçes mesmos criaram! :cry
Elogio o evento mas não posso deixar de orientar a Fecap na correção de futuras Oficinas, para que pessoas que tenham um Passado na Capoeira Angola sejam os Professores, e não quem não tenha História nela!:?
E vamo que vamo, remando contra a maré!