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Jornal O Liberal on line,em:21-02-2006 16:39 |
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Lá do Belém nos chega esta agradável e saborosa notícia!!! É a capoeira fazendo a sua parte... a capoeira como ferramenta de inclusão como arma de cidadania. A capoeira sem barreiras... vindo de encontro com a nossa nova coluna a estrear ainda esta semana que terá como foco a CAPOEIRA SEM FRONTEIRAS: CAPOEIRA PARA PORTADORES DE DEFICIÊNCIA. Precisamos entender e perceber que quando se fala da capoeira como poderosa ferramenta de inclusão, não estamos apenas falando de uma faceta social... de crianças carentes ou da reabilitação de jovens... a inclusão que a capoeira é capaz de fomentar é muito maior e abrange um infinito potencial... Tudo depende das pessoas envolvidas, de sua entrega e amor por sua causa. Nesta matéria a capoeira toca a 3ª Idade, em nossa nova coluna a capoeira irá tratar os Portadores de Deficiência, e cabe a cada um de nós... fazer a nossa parte... para que a soma de cada esforço englobe um todo... e gere a Inclusão... a verdadeira CAPOEIRA. Luciano Milani
"Capoeira" batiza 30 idosos que são exemplos de vida
CASTANHAL Trinta integrantes da Associação da Terceira Idade de Castanhal receberam, na manhã de ontem, o batismo em capoeira e se tornaram exemplos de vitalidade. Eles fazem parte de um grupo de pessoas que tem idade a partir dos 50 anos, que participa das atividades desenvolvidas em parceria pela associação e o campus da Universidade Federal do Pará de Castanhal. Além das aulas de capoeira, que é um dos itens das atividades físicas do grupo, os idosos também têm acesso a aulas de alfabetização, natação, hidroginástica, basquete, danças e atividades culturais, como pintura, bordado e crochê. Dos 30 que foram batizados apenas um é homem. E entre as mulheres está a aposentada Esmeralda, de 83 anos de idade, que ainda esbanja vitalidade.
Segundo Terezinha Vitorino de Souza, de 64 anos, que preside a associação e também recebeu o batismo, desde quando começaram as aulas de capoeira que a vida de todos mudou. “Nós reeducamos nossos corpos, nos tornamos mais atentos no dia-a-dia. No meu caso, acho que recuperei 80% da minha condição física. Nós ficamos mais independentes”, festeja dona Terezinha. Ela disse que o maior exemplo mesmo é dona Esmeralda, “que com 83 anos tem uma vida ativa, dança, pula e anda muito. Ela é um exemplo pra todos nós”.
Dona Terezinha contou que tudo começou quando o professor de Educação Física, Nazareno Abraçado, que atua no campus da UFPA de Castanhal e tem uma academia de ginástica, voltou de uma viagem a Brasília, e disse que tinha observado um grupo de idosos que jogava capoeira durante uma aula de física terapêutica. “Ele resolveu trazer essa idéia para o nosso grupo. Nós contratamos o professor Jairo, de capoeira, e desde então não paramos mais de praticar essa arte”, explicou a presidente da associação. Ela disse, ainda, que grupos da terceira idade que praticam capoeira só existem em Brasília, em São Paulo “e no Pará só em Castanhal”.
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