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A capoeira nos oferece inúmeras possibilidades para o trabalho. E na qualidade de educadores devemos estar conscientes para identificá-las e utilizá-las no momento oportuno. Para tanto, é extremamente importante o estado de vigia. Assim como no jogo, todos os sentidos devem estar despertos pois muitas delas podem passar despercebidas, por descuido ou mesmo por estarmos tão acostumados que não alcaçamos o seu potencial.Um desses momentos é o nosso “Iê”, que sempre foi para mim a melhor maneira de saudar meus camaradas e também a forma com a qual peço licença ou proteção para iniciar o jogo. Uma pessoa muito querida que reforça isso é o mestre Mendonça (RJ), relator da regulamentação da capoeira nos idos de 1932; um dos baluartes da nossa arte com a qual tenho o privilégio de tomar lição sempre que o encontro ou telefono para ele. Ser humano espiritualizado que sempre reforçou a importância dessa saudação entre os capoeiristas.
Certo disso, tornamos a saudação uma de nossas regras. O aluno ao chegar, após arrumar as suas coisas sauda a todos que estão na roda. E todos devem saudar a sua chegada. Claro, no início eles não compreendiam muito bem, mas hoje eles já fazem questão de utilizá-lo. E quando um ou outro esquece, todos os outros camam a sua atenção para que retorne à entrada e faça o cumprimento.
Outra forma em que o “Iê” está produzindo resultados maravilhos é para chamar a atenção. Neste quesito (já em clima de carnaval) ele merece o Estandarte de Ouro. É impressisonante como as crianças atendem quando o “invoco”, seja para por fim a uma discussão, seja para chamar a atenção, seja para nos despedir… E o que mais me alegra é estar na rua e ouvir, entre uma mar de pessoas, uma voz a me saudar: Iê! Isto, verdadeiramente não tem dinheiro neste mundo ou em qualquer outro que pague.
Iêeeeee!
http://flaviosaudade.wordpress.com/

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